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Mundo

Raúl Castro se reúne com senadores norte-americanos em Havana

Arquivo Geral

24/02/2012 14h39

O presidente de Cuba, Raúl Castro, se reuniu nesta quinta-feira em Havana com os senadores americanos Patrick Leahy (democrata) e Richard Shelby (republicano), informou a imprensa oficial.

Castro recebeu Leahy e Shelby na noite de quinta-feira acompanhado pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, e durante o encontro eles abordaram “temas de interesse para Cuba e os Estados Unidos”, segundo o jornal “Granma” em uma breve nota sobre a reunião.

O democrata Patrick Leahy é senador pelo estado de Vermont e presidente da Comissão Judicial do Senado, e o republicano Richard Shelby é senador pelo Alabama e lidera a minoria do Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos.

Segundo a publicação, Leahy e Shelby visitaram Cuba “como parte de uma delegação de senadores e representantes do Congresso dos Estados Unidos”.

O jornal publicou uma foto do encontro, mas não informou mais detalhes sobre a agenda da delegação americana na ilha.

A visita dos representantes do Senado e do Congresso dos EUA acontece dias após o bloqueio econômico e comercial de Washington a Havana completar meio século e que constitui um dos principais conflitos entre os países.

Entre os temas mais fortes da disputa política bilateral está também o caso do contratista americano Alan Gross, condenado a 15 anos de prisão na ilha, e de cinco agentes cubanos presos nos EUA por acusações de espionagem.

Gross, que trabalhava para a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), foi preso em dezembro de 2009 por distribuir tecnologia de comunicações a uma comunidade judaica, e em março de 2011 foi julgado e condenado a 15 anos de prisão sob a acusação de atividades subversivas contra Cuba.

Já os agentes cubanos Gerardo Hernández, Ramón Labaniño, Fernando González, Antonio Guerrero e René González integravam a denominada rede “Vespa”, desmantelada em 1998, e foram considerados culpados em 2001 de conspirar e operar como agentes estrangeiros sem ter notificado o Governo dos EUA

René González foi o primeiro a sair da prisão em outubro após ter cumprido uma condenação de 13 anos, mas não poderá retornar a Cuba até cumprir outros três anos em liberdade supervisada nos Estados Unidos.

Havana afirma que compartilhou com Washington sua vontade de encontrar uma solução humanitária ao caso Gross “sob uma base humanitária recíproca”, apesar de ter afirmado em várias ocasiões que não existe a possibilidade de uma troca entre os agentes cubanos e o contratista americano porque os casos são diferentes.

Em dezembro, Raúl Castro recebeu o líder do Conselho de Igrejas de Cristo nos EUA, Michael Kinnamon, que abordou na reunião o tema de Gross e a necessidade de que Cuba leve em conta os aspectos humanitários do caso.

O presidente cubano em várias ocasiões se mostrou inclinado a dialogar com os Estados Unidos, mas em termos de igualdade e sem condicionamentos, enquanto criticou o “imobilismo” e a “ausência de vontade política” de Washington.

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