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Raúl Castro participa na ‘tomada de decisões’ em negociações entre Cuba e EUA, segundo sua filha

Mesmo sem cargo oficial, ex-líder participa de análises estratégicas enquanto governo cubano afirma estar preparado para cenário de tensão com Washington

Redação Jornal de Brasília

16/04/2026 13h50

Foto: Ariel LEY ROYERO / ACN / AFP

Foto: Ariel LEY ROYERO / ACN / AFP

O ex-líder revolucionário cubano Raúl Castro acompanha “rigorosamente” as conversas entre Cuba e os Estados Unidos e participa na “tomada de decisões” a este respeito, afirmou sua filha Mariela Castro, nesta quinta-feira (16).

Raúl Castro, de 94 anos, não ocupa nenhum cargo oficial no governo nem no Partido Comunista (único), mas continua desempenhando um papel importante nas decisões políticas da ilha e mantém a lealdade das forças armadas.

Desde janeiro, a administração do presidente americano, Donald Trump, aplica uma política de máxima pressão contra a ilha comunista, exigindo mudanças e restringindo as exportações de petróleo para o país.

“Meu pai acompanha rigorosamente todas as notícias, participa das análises para a tomada de decisões”, comentou Mariela Castro à imprensa, durante um ato de comemoração em Havana pelo 65º aniversário da invasão americana à Baía dos Porcos.

A também deputada cubana assegurou que a população da ilha “quer o diálogo” para resolver as crescentes tensões com os Estados Unidos, mas “sem pôr em discussão o nosso sistema político”.

“Estamos nos preparando para o pior”, disse Castro.

No mesmo ato, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, vestindo um uniforme militar, assegurou que seu país está “pronto” para enfrentar uma agressão militar dos Estados Unidos e reafirmou o caráter “socialista” do Estado cubano.

Em março, Havana confirmou que mantém conversas com Washington para buscar “soluções pelas vias do diálogo para as diferenças bilaterais”.

Até o momento, o governo cubano realizou breves declarações sobre o estado atual das negociações.

Segundo veículos americanos, um neto de Raúl Castro, Guillermo Rodríguez Castro, coronel e guarda-costas de seu avô, participou de conversas com funcionários americanos. Rodríguez, filho de Déborah Castro, não ocupa cargos oficiais no governo da ilha.

Entre 2013 e 2014, Alejandro Castro Espín, um alto oficial do Ministério do Interior e também filho de Raúl Castro, representou Cuba nas negociações secretas que levaram ao histórico degelo com os Estados Unidos.

AFP

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