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Mundo

Ramos Horta rejeita candidatura a cargo na ONU

Arquivo Geral

27/06/2008 0h00

O presidente do Timor-Leste, and José Ramos Horta, erectile anunciou hoje que continuará governando seu país e não se candidatará ao cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

“Decidi não apresentar minha candidatura para o cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, this web e ficarei no Timor-Leste no futuro próximo”, disse Ramos Horta em entrevista coletiva em Díli.

Os Governos de Brasil, Austrália e Portugal tinham expressado seu respaldo à nomeação de Ramos Horta, de 58 anos e Nobel da Paz, para substituir a canadense Louise Arbour.

“Deixar o Governo agora acarretaria em eleições antecipadas, e isso seria injusto com o povo, que foi às urnas três vezes em 2007. Inevitavelmente surgiriam novas tensões com conseqüências previsíveis para o país”, explicou o governante, que ainda tem quatro anos de mandato.

O líder do opositor Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), José Teixeira, disse ontem que apoiaria a candidatura de Ramos Horta ao cargo da ONU, mas afirmou que se ele aceitasse o posto seria preciso realizar eleições presidenciais.

Ramos Horta não esclareceu hoje se manteve contatos com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e se limitou a agradecer a “todos os países que nas últimas semanas” lhe encorajaram a apresentar sua candidatura para o posto.

Ban negou ontem em entrevista coletiva em Nova York que houvesse nomeado Ramos Horta para o cargo.

“Quero deixar claro que não falei com ninguém para oferecer (meu apoio) à nomeação”, disse Ban Ki-moon, que acrescentou que seus assessores trabalharam no processo de seleção e que ainda preparam a lista final.

Ramos Horta, que ocupa a Presidência do Timor-Leste desde as eleições de 2007, ficou gravemente ferido no dia 11 de fevereiro, em um atentado perpetrado pelo comandante rebelde Alfredo Reinado, que morreu na tentativa de assassiná-lo.

O governante foi trasladado em coma assistido à Austrália com três balas alojadas em seu corpo, e passou dois meses em uma clínica de Darwin antes de retornar a seu país, no dia 17 de abril.

O Timor-Leste conquistou a independência em 20 de maio de 2002, como uma das nações mais pobres do mundo, após 24 anos de ocupação indonésia e uma violenta transição que deixou a nação em ruínas, em 1999. A ONU se encarregou de reconstruir o território e prepará-lo para a independência.


 

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