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"É hora de tomar uma decisão sobre a dívida", diz Obama

Arquivo Geral

14/07/2011 23h38

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou nesta quinta-feira que “é hora de tomar uma decisão” sobre a crise da dívida que vive o país e exortou os líderes republicanos no Congresso a se esforçarem para chegar a um acordo neste fim de semana.

 

 

Obama convocou uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira para explicar as intensas negociações que manteve durante toda esta semana com a oposição, informou a Casa Branca.

 

 

Apesar de o presidente procurar ter um princípio de acordo nas próximas 24 a 36 horas, republicanos e democratas não se reunirão na sexta-feira na Casa Branca, como fizeram durante toda esta semana, segundo assinalaram fontes do partido democrata à cadeia “CBS”.

 

 

Em seu lugar, o presidente orientou os congressistas a seguirem trabalhando desde o Congresso, ao considerar que já têm toda as informações “detalhadas” necessárias para esboçar as bases de um acordo.

 

 

“Chegou a hora de tomar uma decisão”, disse o presidente, segundo as mesmas fontes.

 

 

As frenéticas negociações buscam um consenso entre os partidos para elevar o teto da dívida antes de 2 de agosto, data em que caduca o limite de US$ 14,29 trilhões e na qual, portanto, os Estados Unidos entrariam em moratória pela primeira vez em sua história.

 

 

Obama, cuja proposta inicial estava ligada a uma ambiciosa redução do déficit avaliada em US$ 4 trilhões nos próximos dez anos, segue defendendo o “acordo mais amplo possível”, mas se mostra agora mais disposto que antes a aceitar um plano mais modesto, com um corte de US$ 2 trilhões.

 

 

Mas a proposta de Obama, que inclui concessões democratas como cortes na Seguridade Social, segue prevendo altas de impostos aos mais ricos, algo que os republicanos rejeitam.

 

 

A ideia que parece mais viável é um pacote moderado de reforma de impostos que possa ser aceita pelos parlamentares que mantêm posições mais rígidas em cada partido.

 

 

A Casa Branca aceitou como plano de contingência a proposta do líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

 

 

O plano, apresentado nesta quinta-feira pelo senador, concederia ao presidente a máxima autoridade à hora de elevar o teto da dívida, mas depois dessa ação unilateral deveria passar o bastão ao Congresso para que os parlamentares decidam onde e como fazer os cortes necessários.

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