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Quênia prende oito alunas por incêndio em internato

Incêndio em escola feminina deixou 16 estudantes mortas e 79 feridas em Gilgil. Governo aponta falhas de segurança e omissão de professores.

Redação Jornal de Brasília

29/05/2026 11h33

kenya fire school

Foto por SIMON MAINA / AFP

Autoridades do Quênia prenderam oito alunas suspeitas de envolvimento no incêndio que matou 16 estudantes em um internato feminino em Gilgil, no centro-oeste do país, informou a polícia nesta sexta-feira (29).

O fogo atingiu a Utumishi Girls’ Academy Senior School na madrugada de quinta-feira e também feriu 79 estudantes. Segundo a Diretoria de Investigações Criminais, investigações preliminares identificaram oito alunas como suspeitas de participação no planejamento e na execução do ataque, e elas estão sob custódia da polícia.

O ministro da Educação, Julius Ogamba, afirmou em entrevista coletiva que as apurações iniciais indicaram que dois professores haviam sido informados sobre os supostos planos das estudantes, mas não agiram para impedi-las. Ele disse ainda que a escola não observou regras de segurança, citando superlotação nos dormitórios e uma saída de emergência trancada durante o incêndio.

Diante das falhas apontadas, o governo dissolveu o Conselho de Administração da escola e disse que tomará medidas legais e disciplinares contra qualquer funcionário que tenha negligenciado suas obrigações.

Incêndios em escolas são comuns no Quênia, muitos deles provocados por estudantes que protestam contra disciplina severa e condições precárias, segundo pesquisadores. Em 2024, um incêndio em um internato primário no condado de Nyeri matou 21 alunos, mas a causa nunca foi estabelecida de forma conclusiva. O pior incêndio em escola dos últimos tempos no país ocorreu em 2001, quando 67 estudantes morreram na Escola Secundária Kyanguli, nos arredores de Nairóbi, em um caso atribuído pelas autoridades a incêndio criminoso.

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