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Queimadas atingem Turquia e Grécia, onde três bombeiros morreram combatendo as chamas

As evacuações na Grécia foram realizadas após o fogo chegar a poucos quilômetros da vila de Agia Galini

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 12h50

queimadas

Foto: Agência Santarém.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

As consequências da seca e das ondas de calor, intensificadas pela mudança climática, continuam castigando a Europa. Aproximadamente 8.000 pessoas foram deslocadas na noite de quarta-feira (29) devido aos incêndios florestais que ameaçam uma zona turística na ilha grega de Creta. Na Turquia, mais de cem focos de incêndio são combatidos.

As evacuações na Grécia foram realizadas após o fogo chegar a poucos quilômetros da vila de Agia Galini. Alimentadas por ventos fortes, as chamas persistem nesta quinta, de acordo com a vice-governadora da região de Réthymno, Maria Lioni.

“O vento é inacreditável —às vezes, não dá para ficar em pé. As chamas eram enormes, foi realmente assustador”, disse à Reuters Chrissa Gioukaki, moradora da vila.

Acredita-se que as chamas queimaram casas, instalações agrícolas e animais de criação, mas o balanço não está claro porque os focos continuam ativos, explicou Lioni. No total, 200 bombeiros e 53 caminhões estão atuando em Réthymno, no sudoeste de Creta.

Dois agentes ficaram presos em uma estrada montanhosa perto da vila de Krya Vrysi e morreram. Além do terreno acidentado, as constantes mudanças na direção do vento dificultam o trabalho de contenção das chamas.

Um terceiro bombeiro passou mal e morreu durante os esforços para apagar outro incêndio, perto de Gythio, na península do Peloponeso.

“Nossos pensamentos estão com eles, assim como com todos os bombeiros, voluntários e membros das forças de segurança que combatem os incêndios, em meio a esta dura e nova realidade que devem enfrentar a cada ano”, afirmou o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis.

O país vê o caos em torno dos incêndios florestais se repetir a cada verão, que começa em junho no hemisfério norte

O quadro também é crítico na Turquia, onde os socorristas vêm combatendo, desde quarta-feira, mais de cem incêndios florestais. Muitos deles foram controlados, mas estão próximos a populares regiões turísticas no litoral mediterrâneo, afirmaram as autoridades.

A Direção Geral de Silvicultura informou que estava realizando “operações intensivas com meios aéreos e terrestres contra os incêndios em curso”, especialmente nas províncias de Antália e Mugla, na turística Riviera Turca. Ventos fortes também atingem o país, facilitando o espalhamento das chamas.

As operações continuam também na região olivícola de Ayvalik, no mar Egeu, anunciou o governador da província de Balikesir, Ismail Ustaoglu. Segundo ele, cinco aviões, seis helicópteros, 850 homens e centenas de veículos estão mobilizados para combater o fogo.

Em novembro, a cidade de Antália receberá a COP31, cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática.

A Turquia, que havia sofrido incêndios precoces em 2025 devido à seca, tinha escapado até agora nesta temporada graças às fortes chuvas e nevascas do último inverno, que reabasteceram os lençóis freáticos e protegeram a vegetação.

Já na França e na Espanha, que vêm sofrendo com focos de incêndios de proporções históricas nas últimas semanas, a situação está mais controlada. Milhares de desalojados foram autorizados a retornar às regiões atingidas desde terça-feira.

Na Espanha, o governo suspendeu o estado de emergência que tinha sido declarado após as chamas se aproximarem da capital, Madri. Apesar disso, um novo incêndio em Fermoselle, perto da fronteira com Portugal, forçou aevacação de mais de 600 pessoas nesta quinta.

O governo francês prendeu duas pessoas sob suspeita de incêndio criminoso.

AQUECIMENTO ACELERADO

As equipes de emergência mal tiveram tempo para respirar entre as ondas de calor e as frentes de incêndio neste verão europeu. O continente é o que mais rapidamente se aquece no mundo, intensificando as condições meteorológicas que levam a grandes queimadas.

A atual temporada de incêndios florestais já superou o ano recorde de 2025.

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