O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, advertiu hoje em comunicado que o plano de um pastor americano de queimar exemplares do Alcorão pode suscitar ódio e aumento da violência.
A queima de cópias do Alcorão “pode ser usada como desculpa pelos radicais para aumentar seus ataques e contra-ataques”, disse al-Maliki, quem pediu que sejam evitados os planos do pastor Terry Jones.
Após uma reunião entre al-Maliki, o embaixador americano em Bagdá, James Jeffrey, e o comandante-em-chefe do Exército americano no Iraque, Lloyd Austin, a nota divulgada acrescenta que “dita ação horrorosa não pode se considerar liberdade de expressão e é necessário intervir para evitar que se realize”.
Outras vozes ecoaram no mundo árabe em resposta à convocação do pastor americano de queimar cópias do Alcorão no próximo sábado, quando se completam nove anos dos ataques terroristas do 11 de Setembro.
No Líbano, o patriarca maronita, monsenhor Nasrallah Sfeir, disse à imprensa local que o plano de Jones aprofundará ainda mais a brecha entre pessoas de diferentes religiões e culturas.
“Queremos que a convivência no Líbano sirva de exemplo aos outros”, afirmou Nasrallah, quem encorajou muçulmanos e cristãos a “renovar o compromisso da unidade”.
Na Jordânia, o partido opositor mais importante, Frente de Ação Islâmica, apontou hoje em comunicado que o projeto de queimar cópias do Alcorão é uma “declaração de guerra” contra o povo muçulmano.
Além disso, pediu “aos Governos árabes e islâmicos que adotem uma atitude firme contra este crime e pressionem a Administração dos Estados Unidos para que o evite”.
Bahrein também se uniu às penas com um comunicado oficial publicado hoje no qual qualifica este “movimento provocativo” de “afronta atroz” contra os países muçulmanos.