Menu
Mundo

Quatro soldados morrem por minas instaladas por guerrilheiros na Colômbia

Ataque atribuído a dissidentes das Farc ocorreu em região de cultivo de coca semanas antes das eleições presidenciais colombianas

Redação Jornal de Brasília

13/05/2026 13h19

Foto: Joaquin Sarmiento/AFP

Foto: Joaquin Sarmiento/AFP

Quatro soldados morreram e outros três ficaram feridos, nesta quarta-feira (13), em uma zona rural da Colômbia na explosão de minas antipessoais instaladas por guerrilheiros das desmobilizadas Farc, que até há pouco negociavam a paz com o presidente de esquerda Gustavo Petro.

A Colômbia atravessa a mais grave onda de violência da última década a poucas semanas das eleições de 31 de maio, nas quais será eleito o sucessor de Petro, que apostou em negociar a desmobilização com os principais grupos armados.

A instalação dos explosivos no departamento de Guaviare (sudeste) foi atribuída às fileiras de Calarcá, líder dissidente das extintas Farc que se negou a assinar o histórico acordo de paz com esta guerrilha em 2016.

Em abril, Petro anunciou a suspensão das novas negociações que seu governo mantinha com o grupo, conhecido como o Estado-Maior de Blocos.

Tropas de infantaria e assalto aéreo ficaram em meio a “dispositivos explosivos improvisados” na madrugada desta quarta-feira, “após o desenvolvimento de uma ação ofensiva” contra esse grupo, informou o exército colombiano em um comunicado divulgado nesta quarta.

Um porta-voz da instituição informou à AFP que se tratavam de minas antipessoais instaladas em uma zona rural de San José del Guaviare, uma região com vastos cultivos de folha de coca e berço das primeiras fileiras guerrilheiras que se afastaram do tratado entre as Farc e o governo há uma década.

Os feridos são atendidos em um centro de saúde próximo, acrescentou.

Calarcá, cuja ordem de captura está suspensa pelas negociações, devia ter se apresentado na terça-feira perante o Ministério Público por um caso de homicídio, delinquência organizada, entre outros crimes, mas não compareceu e a diligência foi adiada.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado