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Quatro pessoas serão julgadas na França por colisão de helicópteros na Argentina em 2015

Onze anos após acidente que matou dez pessoas, incluindo atletas franceses, investigação aponta falhas de segurança e priorização de custos

Redação Jornal de Brasília

22/05/2026 13h41

Foto: AFP

Foto: AFP

A Justiça francesa julgará quatro pessoas e uma produtora por homicídio culposo, 11 anos depois que dez pessoas morreram na colisão de helicópteros na Argentina durante a gravação de um programa de televisão, indicaram fontes próximas nesta sexta-feira (22).

Em 9 de março de 2015, as filmagens de Dropped, um concurso de aventuras previsto para ir ao ar em meados daquele ano na emissora de televisão TF1, terminou em tragédia: dois helicópteros colidiram em pleno voo, o que levou à queda na província argentina de La Rioja.

Entre as vítimas estavam três atletas franceses de alto nível: a velejadora Florence Arthaud, o boxeador Alexis Vastine e a nadadora Camille Muffat. Cinco membros franceses da equipe de produção e dois pilotos argentinos também morreram.

O acidente ocorreu no início deste voo em baixa altitude, cujo objetivo era que a câmera de uma aeronave filmasse a outra. Os participantes, por sua vez, deveriam ser lançados em áreas isoladas e depois teriam 72 horas para voltar à civilização.

Por estes fatos, três produtores, um responsável pela segurança e a produtora, como pessoa jurídica, deverão comparecer perante o Tribunal Correcional de Paris, em data a ser determinada, indicaram estas fontes próximas ao caso à AFP.

A Justiça os acusa de aprovar um orçamento destinado aos meios aéreos em detrimento da segurança, e de selecionar os helicópteros e os pilotos com base em critérios que não correspondem com as reais necessidades, segundo elementos aos quais a AFP teve acesso.

Os advogados da produtora, Mathias Chichportich e Clara Gérard Rodriguez, indicaram que as equipes “compreendem a dor das famílias” e “continuam determinados a demonstrar que mobilizaram todos os meios materiais e humanos para garantir a segurança”.

Hubert Arthaud, irmão da atleta apelidada de “a noiva do Atlântico”, celebrou a decisão judicial. “A prioridade era o custo financeiro, economizar dinheiro”, denunciou à AFP, lamentando que se tenha tentado “fazer voar dois helicópteros em tandem”.

AFP

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