O México informou, nesta sexta-feira (4), a apreensão de 16,8 toneladas de metanfetamina em laboratórios clandestinos encontrados no reduto do Cartel de Sinaloa, um dos maiores do país.
O secretário de Segurança mexicano, Omar García Harfuch, destacou esta ação como “um dos golpes mais importantes na produção de drogas sintéticas” no governo da presidente Claudia Sheinbaum, iniciado em outubro de 2024.
Em fevereiro de 2025, o governo americano designou o Cartel de Sinaloa como “organização terrorista estrangeira” juntamente com outras cinco quadrilhas de narcotraficantes mexicanas.
Washington acusa a organização fundada por Joaquín “El Chapo” Guzmán de ser um dos cartéis “mais poderosos do mundo” e de traficar fentanil e outras drogas para os Estados Unidos.
No total, as autoridades localizaram três complexos destinados à elaboração de drogas sintéticas em regiões serranas do estado de Sinaloa.
A ação mais relevante ocorreu na quinta-feira em um laboratório de 5.700 m2, o segundo maior encontrado desde o início do governo “por sua capacidade e volume de produção”, detalhou a Secretaria de Segurança em um comunicado.
A pasta estimou em 347 milhões de dólares (R$ 1,77 bilhão) o impacto econômico para o cartel com a inabilitação dos laboratórios.
O governo Sheinbaum vem multiplicando as apreensões de drogas sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifas às exportações automotivas e siderúrgicas do México como medida de pressão.
Trump também ofereceu ajuda militar a Sheinbaum para combater o crime organizado, mas a presidente esquerdista a recusou.
AFP