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Quarteto de Madri prepara novo plano de paz para Oriente Médio

Arquivo Geral

28/06/2011 17h59

O Quarteto de Madri, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia (UE) e Nações Unidas, apresentará um novo plano para reativar as negociações de paz no Oriente Médio e tentar evitar que a questão palestina chegue à ONU em setembro.

 

De acordo com o jornal “Haaretz” de fontes israelenses e europeias, a iniciativa será anunciada na próxima reunião do Quarteto em Washington no dia 11 de julho, e será baseada no discurso do último dia 19 de maio do presidente americano Barack Obama.

Segundo esse pronunciamento, a solução do conflito entre palestinos e israelenses passa por dois Estados delineados sobre as fronteiras de 1967 com pequenas trocas territoriais, proposta que Israel viu com receio por mencionar as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias.


O Quarteto, diz o jornal, quer “apresentar uma alternativa” à decisão dos palestinos de comparecer em setembro à ONU para solicitar reconhecimento internacional.

A reunião acontecerá apenas quatro dias antes da data na qual os palestinos devem apresentar sua solicitação ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para pedir sua admissão como membro de direito do plenário.Israel advertiu que uma decisão unilateral nesse sentido pode representar o fim dos Acordos de Oslo.

O jornal informa que a cúpula do Quarteto segue às pressões que vários Governos europeus – em particular Alemanha, França e Grã-Bretanha – exerceram sobre os americanos para levar adiante um plano que dissipe as intenções palestinas.

Nas últimas semanas tanto a alta representante de Política Externa e Segurança Comum da UE, Catherine Ashton, como os enviados americano Dennis Ross e David Hale, visitaram a região para sondar as perspectivas de paz, mas não reportarem nenhum tipo de avanço.

As negociações entre israelenses e palestinos estão estagnadas desde setembro de 2010, quando expirou a moratória parcial de 10 meses que Israel havia declarado na construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Há três semanas, graças à pressão americana, as duas partes tinham começado pela enésima vez as negociações de paz, das quais o presidente palestino, Mahmoud Abbas, se retirou quando Israel não ampliou a moratória.


Desde então, e diante da impossibilidade de retomar o diálogo, os palestinos optaram por recorrer à ONU na busca por reconhecimento internacional.

O responsável pelas Relações Exteriores do Fatah, Nabil Shaath, disse nesta terça-feira que levará a proposta às Nações Unidas e rejeitou que solicitar que a Assembleia se pronuncie sobre o caso seja um “ato de guerra”, como consideraram alguns membros do Governo israelense.

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