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Mundo

Quartel Al Katiba figura como principal palco da repressão de Kadafi

Arquivo Geral

28/02/2011 17h20

O quartel de Al Katiba em Benghazi, palco de sangrentos enfrentamentos entre manifestantes e brigadas do líder líbio, Muammar Kadafi, se transformou para os habitantes da cidade em um dos símbolos da luta do povo líbio contra o regime.

“Foi uma vitória contra a opressão”, assegurou nesta segunda-feira à Agência Efe dentro do quartel Walid al Agori, um jovem que confessou ter participado dos choques com os soldados no local que se prolongaram vários dias antes da queda da cidade no dia 21 de fevereiro.

Walid, da mesma forma que centenas de líbios nos últimos dias, visitou as instalações militares, que para muitos cidadãos são uma prova da repressão do regime.

O jovem de Benghazi assegura que os manifestantes só tinham pedras e coquetéis molotov e comenta que os combates só terminaram quando os soldados ficaram sem munição.

“Deixaram de disparar, então nos dirigimos ao quartel, entramos e já não havia ninguém, se todos tinham ido”, acrescenta, antes de explicar que acredita que fugiram por túneis subterrâneos.

Walid mostra um vídeo que gravou em seu telefone celular uma das noites dos enfrentamentos no qual se veem os traços luminosos de algumas balas e se ouvem um incessante barulho de disparos.

Dois de seus amigos morreram na invasão pelos disparos dos uniformizados, que também empregaram bazucas e artilharia antiaérea, segundo várias testemunhas.

Os edifícios situados ao redor do quartel conservam as marcas de bala dos militares, enquanto em seus muros exteriores unicamente se veem mensagens.

“Não há rastros de balas nos muros porque os manifestantes só usaram pedras e coquetéis molotov, e inclusive alguns usaram instrumentos de pesca para peixes”, acrescenta Mohammed, que nasceu em 1969, o mesmo ano que Kadafi fez-se com o poder mediante um golpe de Estado.

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