Até domingo, side effects China, Japão, Rússia, EUA e as duas Coréias falarão sobre a desnuclearização norte-coreana, em Pequim.
No encontro de hoje, que Hill classificou como “muito útil”, as delegações mantiveram reuniões bilaterais e multilaterais centradas no estabelecimento do alcance da declaração, e na necessidade de interromper os projetos atômicos do país.
“O importante é que esta é a primeira vez que falamos sobre como proceder com a paralisação, e como conseguir uma declaração completa”, afirmou Hill.
No acordo, assinado pelos seis países em fevereiro, a Coréia do Norte se comprometia a revelar os dados e desmantelar todos os programas nucleares em troca de 950 mil toneladas de combustível, da normalização das relações diplomáticas e de garantias de segurança.
Na manhã de hoje, Hill afirmou que, para os EUA, “desmantelar” os programas significa tornar muito difícil sua reativação, ponto que não conta com a anuência de Pyongyang.
“A Coréia do Norte aceitou alguns passos. Francamente, gostaríamos de mais, e eles de menos. Portanto, veremos como isso terminará”, disse.
Os representantes da Coréia do Sul, Chun Yung-woo, e da Rússia, Alexander Losyukov, também falaram sobre as dificuldades de um acordo.
“O caminho para a desnuclearização é longo e perigoso. Há muitas opiniões sobre como traçar direções para isso. Levará muito tempo para chegarmos a um acordo. Necessitamos de mais conversas para resolver as diferenças”, afirmou Chun.
Para Losyukov a solução do assunto será “complicada”. Segundo o representante russo, será “difícil” conseguir a desnuclearização até o final de 2007.
O programa nuclear norte-coreano continua envolto em mistério. Os EUA suspeitam que o país tem um projeto de enriquecimento de urânio para fabricar armas atômicas, algo que é negado pelo presidente Kim Jong-il.