A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou hoje que a Coréia do Norte retirou todos os lacres da ONU para introduzir no prazo de uma semana material nuclear na usina de Yongbyon, viagra onde é processado o urânio para produzir plutônio, rx um material usado na fabricação de bombas atômicas.
Além disso, malady o regime norte-coreano indicou aos inspetores da AIEA que eles não terão mais acesso a Yongbyon, cujo reator seria totalmente desmantelado, segundo um acordo multilateral com Pyongyang.
O vice-diretor-geral e chefe do Departamento de Salvaguardas da AIEA, Olli Heinonen, informou hoje, em Viena, aos 35 países-membros do Conselho de Governadores do organismo internacional sobre os mais recentes passos tomados pelo regime norte-coreano.
Um diplomata próximo à AIEA indicou à Agência Efe que em um próximo passo a Coréia do Norte pedirá a retirada dos lacres do depósito de combustível usado em Yongbyon.
A fonte acrescentou que os inspetores da AIEA permanecerão no país asiático, já que as restrições impostas pelo regime norte-coreano se limitam por enquanto à usina de reprocessamento em Yongbyon.
Na segunda-feira, o diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, tinha afirmado que os anúncios da Coréia do Norte “não mudaram o status de desmantelamento das instalações em Yongbyon”.
Apesar dos passos dados por Pyongyang, o responsável da AIEA expressou sua esperança de que “sejam criadas as condições para que a Coréia do Norte volte ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) o mais rápido possível”.
O embaixador dos Estados Unidos perante a AIEA, Gregory Schulte, disse hoje perante o plenário do Conselho de Governadores que remover os lacres e câmeras de vigilância de Yongbyon é “preocupante”.
Os EUA consideram que é “especialmente importante trabalhar juntos com nossos parceiros no processo a seis lados para determinar o melhor caminho para a frente”, acrescentou o diplomata em tom reconciliador, segundo a versão escrita de seu discurso.
A Coréia do Norte tinha abandonado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em janeiro de 2003, após expulsar os últimos dois inspetores da AIEA que supervisionavam suas instalações atômicas.
Em seguida, o Governo de Pyongyang impulsionou seu programa nuclear militar, que chegou a um ponto crítico quando, em outubro de 2006, realizou uma detonação nuclear subterrânea.
Mas, dentro das negociações a seis lados, com Estados Unidos, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão, o regime comunista concordou em desmantelar seu programa nuclear em troca de garantias políticas e ajudas econômicas.
Com a recusa de Washington de retirar a Coréia do Norte de sua lista de países que apóiam o terrorismo, Pyongyang anunciou recentemente a decisão de relançar seu programa nuclear.