“A ameaça de afundamento do sistema bancário diminuiu, e ela era mais que real”, disse Putin ao explicar a ajuda do Governo russo para “salvar as economias dos cidadãos e evitar a paralisia dos pagamentos entre as empresas”.
Os bancos que receberam ajuda do Estado russo em cinco meses de crise aumentaram em 15% os créditos ao setor real da economia, e os demais o fizeram em 7%, o que dá uma média de 9% de aumento, segundo o relatório.
“A Rússia não poderia evitar as consequências negativas da crise, que não surgiu aqui, mas afetou a todos”, manifestou o primeiro-ministro russo.
Segundo Putin, a economia russa sofreu com a fuga de capitais e com a brusca queda da demanda de matérias-primas exportado o país, principalmente os combustíveis fósseis.
Apesar do impacto da crise no terceiro trimestre de 2008, a Rússia fechou o ano com crescimento de 5,6% em seu Produto Interno Bruto (PIB).
Putin expôs aos parlamentares as características básicas do projeto do orçamento da Rússia para este ano, recém corrigido pelo Governo diante da crise e que será deficitário pela primeira vez em uma década.
“O ano de 2009 será difícil”, ressaltou o primeiro-ministro.
O déficit do orçamento ajustado será de 3 trilhões de rublos (mais de US$ 87 milhões), o que corresponde a 7,4% do PIB russo.
O orçamento foi calculado com base nas previsões de que o preço do barril de petróleo russo será de US$ 41.
O Governo russo destinará 3 trilhões de rublos (mais de US$ 87 milhões) para o combate à crise econômica.
O comparecimento de Putin hoje é o primeiro relatório de um chefe de Governo perante o Legislativo desde 1993, quando foi aprovada a Constituição pós-soviética, segundo a qual o Gabinete de Ministros não seria obrigado a prestar contas perante a Duma (Parlamento russo).
No entanto, uma das três emendas constitucionais promulgadas em dezembro passado pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, obriga o Governo a fazê-lo.