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Putin assina decreto que permite que Rússia aumente emissões de gases de efeito estufa

Novo decreto de Vladimir Putin estabelece como objetivo até 2035 “uma redução das emissões de gases de efeito estufa de 65% a 67% em relação ao nível de 1990”

Redação Jornal de Brasília

06/08/2025 16h04

Foto: Konstantin ZAVRAZHIN / POOL / AFP

O presidente Vladimir Putin assinou nesta quarta-feira (6) um decreto que autoriza a Rússia a aumentar suas emissões de gases de efeito estufa em um quinto até 2035, em comparação com os níveis de 2021.

A Rússia, quarto maior emissor mundial de dióxido de carbono, quer atingir emissões líquidas zero até 2060, mas, segundo ativistas, suas metas atuais são insuficientes para combater o aquecimento global.

O novo decreto de Vladimir Putin estabelece como objetivo até 2035 “uma redução das emissões de gases de efeito estufa de 65% a 67% em relação ao nível de 1990”, levando em conta o impacto das extensas florestas russas que absorvem carbono.

Isso definiria o nível máximo de emissões autorizadas em cerca de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono até 2035.

É menos que o recorde de 3,1 bilhões de toneladas alcançado em 1990, mas 22% a mais que o nível das emissões em 2021, que eram de 1,7 bilhão, segundo dados fornecidos à ONU pela Rússia.

A Rússia se manifestou contra o abandono progressivo de combustíveis fósseis durante as anteriores cúpulas mundiais sobre o clima.

Sua economia é altamente dependente de suas exportações de gás e petróleo.

Suas metas climáticas foram descritas por ativistas como pouco claras e sem ambição.

Especialistas também consideram enganoso tomar o nível de 1990 como ponto de comparação.

As emissões de gases de efeito estufa da Rússia caíram mais da metade entre 1990 e 2000, em grande parte devido ao colapso da indústria após a queda da União Soviética.

O Acordo de Paris, que a Rússia assinou, estabelece o objetivo de limitar o aquecimento global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

A Rússia está se aquecendo 2,5 vezes mais rápido que o restante do planeta, segundo o serviço meteorológico estatal russo.

© Agence France-Presse

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