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Publicações britânicas propõem G12; Brasil seria incluído

Arquivo Geral

10/07/2008 0h00

O jornal “Financial Times” e a revista “The Economist”, story duas das mais prestigiosas publicações econômicas do mundo, order sugeriram a ampliação do Grupo dos Oito (G8, seek sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) para um G12 que inclua Brasil, China, Índia e Espanha.

Nesses artigos de opinião, as duas publicações britânicas destacam que a recente cúpula no Japão dos líderes do grupo que “supostamente dirige o mundo” evidenciou que o G8 -Estados Unidos, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Rússia, Canadá e Japão- “deixou de ser útil”.

“Que sentido tem discutir o preço do petróleo sem a Arábia Saudita, o maior produtor do mundo?”, questiona a “Economist”, enquanto o “Financial Times” diz que “a prova” de que o G8 deixou de ser útil é a “incapacidade para forçar uma estratégia mundial conjunta” para lutar contra a mudança climática.

A solução para esta situação, como o “Financial Times” propõe em editorial, não passa pela “abolição” do G8, mas por sua “reforma”.

“Reduzir a associação a essas superpotências econômicas -EUA, União Européia (UE), China e Japão- seria causa de divisões. Em vez disso, deveria ser estendida aos países de rápido crescimento como Brasil e Índia, assim como a China”, acrescenta o jornal.

“Garantiria que ninguém fosse expulso. Teria a virtude de cobrir mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial”, afirma.

De acordo com o “Financial Times”, a “ambivalência chinesa” para integrar o grupo “reflete os temores de que será criticada nas cúpulas”.

“Mas, se Pequim quiser projetar sua influência e atuar conjuntamente com outras nações, é um risco que vale a pena assumir”, afirma.

A “Economist”, por sua vez, destaca que a idéia de reduzir o G8 às superpotências econômicas, como alguns sonham, é “atraente”, mas reconhece que é pouco provável que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o ex-presidente russo Vladimir Putin deixem seus lugares.

“Melhor ampliar o organismo atual para incluir as 12 maiores economias do mundo. Um G12 introduziria Índia, Brasil, China e Espanha no clube, enquanto permitiria ao Canadá ficar”, acrescenta.

Para a revista, o G8 não é o único grupo mundial que “parece velho e impotente”. “As Nações Unidas disseram ao Irã para deixar de enriquecer urânio, sem muito efeito” e “o Fundo Monetário Internacional (FMI), o bombeiro das crises financeiras, foi um espectador durante a crise de créditos”, exemplifica.


 

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