O próximo presidente dos Estados Unidos – seja republicano ou democrata – não estará pressionado a colocar “um caráter de urgência” nas relações com a América Latina, more about disse hoje Peter Hakim, more about presidente do Diálogo Interamericano (Inter-American Dialogue), de Washington.
Hakim, que falou na Canning House, instituição britânica dedicada às relações com a América Latina, quis dissipar a idéia que qualificou de “equivocada” segundo a qual a mudança no governo da Casa Branca seria positiva para a região.
“Nada do que ocorre atualmente nos EUA estimula uma mudança. Não é que haja uma falta de idéias ou que não se reconheça a importância da região, mas não há uma reivindicação real de mudanças nas relações (hemisféricas)”, explicou o especialista americano.
Hakim disse que isso se deve principalmente pelo fato de a América Latina “estar hoje muito melhor”, sobretudo em termos econômicos, que quando o presidente George W. Bush chegou ao poder.
Entre outras coisas, os países latino-americanos diversificaram seu comércio, deixaram para trás seu endividamento e são muito menos vulneráveis ao impacto negativo de crise como a das hipotecas “subprime” nos EUA.
Hakim explicou que a única melhora que se pode esperar da próxima administração é nas relações com Cuba, embora isso não tenha como se prever, disse, até mesmo depois das eleições.
“Os três candidatos (Barack Obama, Hillary Clinton ou John McCain) se mostrarão durante a campanha muito prudentes, apontou o analista americano.
Assim, apesar de estarem a meses controlando o Congresso, os democratas