Segundo o jornal “La Verite” (A Verdade), outras seis pessoas foram mortas a tiros em Antananarivo durante os incidentes.
Outros meios de comunicação da ilha elevam a 37 os mortos no incêndio, alguns dos quais teriam ficado presos no edifício após o teto dele cair, segundo testemunhas, quando saqueavam mercadorias do armazém.
Caso sejam confirmadas, estas vítimas elevarão o total de mortos a 71.
Entre as outras vítimas dos distúrbios, pelo menos 22 morreram na cidade de Toliara e mais sete nos povoados de Toamasina, Sambava e Mahajanga, acrescenta o “La Verite”.
Em Antananarivo, o Governo decretou toque de recolher de 21h (16h em Brasília) às 4h de hoje (23h de ontem pelo horário de Brasília), segundo o mesmo jornal.
De acordo com o “La Verite”, o prefeito da capital de Madagascar, Andry Rajoelina, responsável pelos protestos, ainda não se reuniu com o presidente, Marc Ravalomanana, para tentar acalmar a situação.
Os distúrbios começaram na segunda-feira, após uma manifestação liderada por Rajoelina para pedir a libertação de três estudantes presos, que acabou com o incêndio criminoso do prédio da emissora estatal de rádio e televisão pública.
Posteriormente, os distúrbios se generalizaram e tiros atribuídos à Polícia causaram as duas primeiras mortes, após as quais os manifestantes quebraram escritórios e lojas no centro da cidade e queimaram as sedes de várias empresas, algumas relacionadas com o presidente Ravalomanana.
O prefeito da capital defendeu abertamente um golpe de estado nesta ilha africana.
Ele acusa o presidente de “desviar recursos públicos” e de “ameaçar a democracia”, e pediu o “apoio militar” para dirigir um “Governo de transição”.