Um protesto hoje em Londres reuniu mais de 100 pessoas pedindo maior esforço internacional para conter as mortes de civis na região de Darfur, website like this no Sudão. Os manifestantes saíram da Embaixada sudanesa em Londres até a residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, case Gordon Brown, na Downing Street.
Os participantes pediram o rápido destacamento de uma força de paz mista da ONU e da União Africana (UA), autorizada em julho em uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas. As faixas e cartazes exibidos durante a passeata traziam frases com “Não dêem as costas para Darfur”, “É preciso proteger Darfur”, “Acabem as mortes em Darfur” e “Paz em Darfur”.
A manifestação foi organizada por associações defensoras dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a Coalizão Salvem Darfur. Os eventos programados para hoje em vários países coincidem com o segundo aniversário do acordo de “responsabilidade para agir” da ONU, pelo qual a comunidade internacional se compromete a conter o genocídio em qualquer parte do mundo.
Gordon Brown deu seu apoio à força de paz em Darfur e manifestou o desejo de que a missão seja estabelecida até o fim do ano. Falando à rede britânica “BBC”, Brown disse que haverá uma ajuda técnica à força mista, mas advertiu que pode haver mais sanções se a violência em Darfur continuar. Ele classificou a situação como “uma das maiores tragédias de nosso tempo”.
O conflito de Darfur explodiu em fevereiro de 2003, quando rebeldes pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização da área, na fronteira com o Chade, e pelo controle dos recursos naturais. Desde então, mais de 200 mil pessoas morreram e 2 milhões foram obrigados a abandonar seus lares e se abrigar em campos de refugiados no Sudão e no Chade.
No sábado, Sudão anunciou uma conferência internacional para tratar do desdobramento da força mista em Darfur, que será realizada em 21 de outubro em Nova York. Na mesma reunião, serão preparadas as negociações de paz entre o regime de Cartum e os rebeldes de Darfur, marcadas para Trípoli (Líbia), no o dia 27.
O Conselho de Segurança da ONU adotou em julho uma resolução que prevê o destacamento de 19.555 soldados, 6.432 policiais e quase 5 mil funcionários civis que formarão a Missão da ONU e da UA em Darfur (UNAMID).
Seu trabalho será o de trazer segurança a uma árida região de 503 mil quilômetros quadrados, praticamente a extensão territorial da França, e habitada por 5,6 milhões de pessoas.