Dezenas de pessoas foram detidas nesta quarta-feira (7) em Moscou, São Petersburgo e outras cidades russas durante os protestos contra a fraude governista nas eleições parlamentares de domingo.
Em Moscou vários jovens foram presos no centro da cidade pela Polícia após gritarem diversas palavras contra o Governo, segundo fontes policiais citadas pelas agências de notícias russas.
Os manifestantes bloqueavam a passagem dos transeuntes pelas calçadas, o que motivou a intervenção das forças da ordem.
Alguns manifestantes foram detidos na praça Triumfalnaya, habitual local de reunião da oposição mais radical ao Kremlin, e outros no metrô e nas passagens subterrâneas.
“O número de pessoas que vieram hoje à Triumfalnaya é muitas vezes menor que na segunda-feira. Os detidos serão transferidos a dependências policiais para dirimir sua responsabilidade administrativa”, afirmou uma das fontes.
Enquanto isso, em São Petersburgo 70 opositores foram detidos em diferentes lugares do centro da antiga capital imperial quando se manifestavam e acusavam o partido governista Rússia Unida (RU) de falsificar os resultados para conseguir a maioria parlamentar.
Além disso, seis membros do Partido Comunista da Rússia, a segunda força mais votada nas legislativas, foram presos na cidade de Saransk, capital da república da Mordóvia, por protestarem contra a falsificação dos resultados eleitorais.
Os protestos contra a fraude eleitoral na Rússia chegaram hoje ao enclave báltico de Kaliningrado, na fronteira com a Polônia, onde se manifestam mil opositores descontentes.
Entre os manifestantes, que receberam a autorização das autoridades locais, estão vários deputados locais.
Mais de mil de opositores foram detidos desde domingo em protestos contra a fraude, em sua maioria não autorizados, nas cidades citadas, além de Rostov del Dom, Samara, Sarátov, Mahatchkala e Novosibirsk.
Por meio da rede social Facebook foi convocada para sábado uma grande manifestação na Praça da Revolução, ao lado do Kremlin, à qual mais de dez mil pessoas já confirmaram presença.
O líder comunista, Gennady Ziugánov, denunciou que a Rússia Unida teria recebido 15% mais de votos do que obteve nas eleições parlamentares de domingo.