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Mundo

Promotoria conclui investigação de pessoas próximas a Berlusconi

Arquivo Geral

15/03/2011 18h26

A Promotoria de Milão concluiu a investigação das três pessoas do entorno do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, supostamente envolvidas no caso Ruby, pelo qual o líder será julgado por abuso de poder e incitação à prostituição de menores.

Assim anunciou nesta terça-feira o promotor de Milão, Edmondo Bruti Liberati, em comunicado no qual oferece novos detalhes sobre a investigação do representante de artistas Lele Mora; do diretor de noticiários de canal de televisão “Desafie Quattro”, Emilio Fede, e da conselheira da região da Lombardia, Nicole Minetti.

Os três eram investigados desde o ano passado por supostos crimes de proxenetismo e indução à prostituição de maiores e menores de idade pelo chamado caso Ruby, cujo sumário foi dividido em dois, deixando o outro para o processo do primeiro-ministro, cujo julgamento começará em Milão no dia 6 de abril.

A Promotoria, que deve formular nos próximos dias sua solicitação de julgamento, sustenta que Mora, Fede e Nicole induziram a jovem de origem marroquina Karima el Mahroug, conhecida como Ruby, a se prostiruir de setembro de 2009, quando tinha apenas 16 anos, até maio de 2010.

Em setembro de 2009, o apresentador de noticiários Emilio Fede, segundo ele mesmo reconheceu, participou de um concurso de beleza realizado na localidade siciliana de Taormina, do qual Ruby participou e onde ambos se conheceram.

A Promotoria de Milão, que baseou a investigação em várias escutas telefônicas, sustenta que o líder manteve relações sexuais pagas em 13 ocasiões com a jovem quando esta tinha 17 anos, entre 14 de fevereiro e 2 de maio de 2010, em sua residência de Arcore (norte da Itália).

A acusação foi negada pela defesa de Berlusconi, que assegura que “o presidente jamais se viu envolvido em situações como as colocadas”.

“A hipótese de que tenha havido 13 encontros sexuais entre Berlusconi e Karima el Mahroug é totalmente falsa”, afirmou um dos advogados do primeiro-ministro, Niccolò Ghedini, em uma nota na qual reitera que os jantares em Arcore eram “encontros sem nenhuma implicação de tipo sexual”.

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