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Mundo

Programa nuclear do Irã será assunto central da Conferência Geral da AIEA

Arquivo Geral

16/09/2007 0h00

O programa nuclear do Irã volta a chamar a atenção internacional na 51ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), shop que começa nesta segunda-feira em Viena com a presença dos 144 países-membros.

O evento ocorrerá após a reunião da diretoria da agência, doctor realizada na semana passada. No encontro, vários países ocidentais criticaram o diretor-geral do organismo, Mohamed ElBaradei, por um acordo de cooperação com o Irã.

O acordo de 21 de agosto entre o Irã e a AIEA estabelece que a República Islâmica cooperará para tentar esclarecer as questões pendentes sobre o programa nuclear até o final do ano. O país ocultou da comunidade internacional os trabalhos durante 18 anos, até 2003.

Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido declaram ter receio de que esse acordo possa ajudar o Irã a ganhar tempo enquanto desenvolve o programa nuclear.

Os EUA – como integrantes do Conselho de Segurança da ONU – convocaram uma reunião em Washington para 21 de setembro com os outros quatro membros permanentes (Rússia, China, França e Reino Unido), além da Alemanha. Os países analisarão uma possível terceira rodada de sanções contra o Irã.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Mohammed Ali Hosseini, disse hoje que o país revisará a colaboração com a AIEA caso o Conselho de Segurança aprove nova resolução de sanções.

O vice-presidente do Irã e diretor da Organização de Energia Atômica do país, Gholam Reza Aghazadeh, estará presente na Conferência, que vai até sexta-feira.

Os países árabes tentarão aprovar uma resolução contra Israel, devido à suposta posse de um arsenal atômico. Apesar de Tel Aviv nunca ter confirmado a existência de armas nucleares no país, a maioria dos analistas afirma que Israel possui bomba atômica.

Nas reuniões da AIEA os países árabes costumam criticar o que consideram o dois pesos e duas medidas da comunidade internacional que, apesar de pressionar o Irã para abandonar o enriquecimento de urânio, não faz nada contra o arsenal de Israel.

Israel não assinou o Tratado de Não-Proliferação (TNP) – assim como Paquistão e Índia, entre outros – e por isso as instalações não são inspecionadas pelos analistas do organismo.

A AIEA é uma organização basicamente técnica e a Conferência Geral não tem poder de decisão política. Qualquer eventual condenação a Israel – o que não ocorre desde 1991 – teria apenas caráter simbólico.

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