A Procuradoria Geral do Egito pediu nesta quinta-feira a prisão cautelar para 156 cristãos, acusados de participar dos distúrbios registrados nesta quarta-feira com a Polícia no sul do Cairo que deixaram um morto e 64 feridos.
Os confrontos eclodiram na madrugada de quarta-feira passada no bairro de Al Talibiya, depois de vários fiéis culparem as forças de segurança por terem invadido uma igreja, onde os fiéis protestavam contra a suspensão da construção do templo.
Aparentemente, os cristãos ficaram quatro dias protestando no local, mas nesta quarta-feira houve sérios distúrbios quando a Polícia irrompeu na igreja durante a madrugada.
No incidente, um jovem de 19 anos morreu e 64 pessoas ficaram feridas, entre eles, 23 agentes, segundo fontes policiais.
Antes de se dirigirem ao templo, os manifestantes atacaram pelo menos dez carros que estavam estacionados em frente à Prefeitura de Giza, nos arredores do Cairo, aonde foram enviados centenas de policiais.
O procurador-geral Abdel Meguid Mahmoud solicitou 15 dias de prisão preventiva para os 156 detidos por supostamente participar dos distúrbios, impedir o cumprimento da lei e obstaculizar o trabalho das autoridades mediante o uso da violência, informou a agência de notícias estatal “Mena”.
Além disso, os detidos são acusados de agressão contra as forças de segurança, tentativa premeditada de assassinato de alguns agentes e uso de explosivos sem autorização.
O promotor também acusa os detidos de danificar propriedades, aterrorizar, paralisar os meios de transporte e roubar objetos que pertencem ao Estado.
Os cristãos coptas representam um décimo da população egípcia, majoritariamente muçulmana. São frequentes os choques entre cristãos e muçulmanos, especialmente no sul do país.