O procurador-geral do Egito ordenou nesta quinta-feira a prisão preventiva para três ex-ministros do país, entre eles o de Interior, Habib al Adli, e de um ex-alto funcionário do partido governante NDP, Ahmad Ezz, informaram à Agência Efe fontes de seu escritório.
As fontes indicaram que os outros dois ex-ministros que serão investigados são o de Habitação, Ahmad al Maghrabi, e o de Turismo, Zoher Garana.
Por sua vez, a agência de notícias oficial “Mena”, que cita fontes judiciais, assegura que Adli, considerado por muitos como o responsável pela repressão aos manifestantes nos primeiros dias dos recentes protestos, terá que responder por crime de lavagem de dinheiro e especulação.
Ezz, ex-parlamentar e ex-secretário de organização do NDP, é conhecido popularmente como homem do aço, por suas empresas deste setor.
Muitos opositores o consideram o principal responsável pela fraude eleitoral das últimas eleições parlamentares de novembro e dezembro.
Ele é acusado pela obtenção de licenças de maneira ilícita para o estabelecimento de fábricas de aço na zona franca de Suez.
A Procuradoria acusa ainda Al Maghrabi de manipulação na alocação de terrenos a favor de uma empresa da qual era sócio.
Garana também é acusado de prevaricação por conceder licenças para a criação de empresas turísticas em benefício de pessoas ligadas a ele, segundo a “Mena”.