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Mundo

Prisão perpétua para terrorista que tentou explodir carro na Times Square

Arquivo Geral

05/10/2010 15h22

Faisal Shahzad, quem confessou ter colocado um carro-bomba em maio na Times Square em Nova York, que não chegou a explodir, foi condenado hoje à prisão perpétua, pena pedida pela Promotoria federal.

Shahzad, um paquistanês de 30 anos naturalizado americano, recebeu com tom desafiante a sentença imposta pela juíza Miriam Goldman Cedarbaum, por ter tentado executar havia cinco meses um atentado em uma das áreas mais movimentadas de Nova York.

“Prepara-te, a guerra com os muçulmanos acaba de começar. A derrota dos Estados Unidos é iminente e ocorrerá em um futuro próximo”, afirmou após ouvir a sentença.

Shahzad já havia assumido a culpa em junho por ter colocado em 1º de maio na Times Square um automóvel pronto para explodir.

O veículo continha três garrafões de propano e dois de gasolina, assim como relógios com pilhas, cabos e material pirotécnico, mas um erro evitou a explosão, o que teria causado um violento atentado no coração de Manhattan.

Shahzad conseguiu fugir da Times Square e esconder-se das autoridades até ser detido dois dias depois, quando estava dentro de um avião no aeroporto John F. Kennedy a ponto de decolar de Nova York para Dubai.

“O senhor é um homem jovem e terá muito tempo para refletir, sobretudo, pelo que disse hoje aqui e o que fez”, respondeu a juíza a Shahzad, quem não demonstrou arrependimento quando assumiu a culpa meses atrás em uma audiência na qual afirmou que desejaria declarar-se culpado “cem vezes mais” se fizesse falta.

A sentença imposta hoje é a que a Promotoria tinha recomendado depois de o terrorista reconhecer do fracassado atentado na Times Square, planejava cometer outros ataques na cidade.

Shahzad foi julgado por dez crimes, dos quais três por tentar utilizar “uma arma de destruição em massa”.

A promotoria nova-iorquina tinha apresentado à juíza diversos documentos, nos quais afirmou que Shahzad estava “preparado para executar novos ataques até que ser capturado ou abatido”.

Nesses documentos, que constituíam o processo de sentença da Promotoria, consta que o frustrado terrorista utilizou câmeras de vídeo acessíveis via internet “como parte de seus esforços para conseguir os máximos efeitos letais da bomba”, já que buscou um momento do dia em que havia grande quantidade de pessoas na região.

Shahzad afirmou que pretendia matar “ao menos 40 pessoas” e que, “se não tivesse sido detido, planejava detonar uma segunda bomba em Nova York duas semanas depois”.

“Depois que a bomba falhou e ele foi detido, Shahzad nunca expressou nenhum remorso diante de sua conduta. Durante suas reuniões com as autoridades nos dias posteriores a sua detenção, falou com orgulho sobre o que fazia e seus cúmplices”, detalhou a Promotoria nos documentos.

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