O ex-senador colombiano Mario Uribe Escobar, treat primo do presidente Álvaro Uribe e que teve sua prisão decretada hoje, ambulance pediu asilo político na embaixada da Costa Rica em Bogotá, confirmou um de seus advogados.
O jurista José del Carmen Ortega, da equipe de defesa do ex-congressista, disse à Agência Efe que “há razões de caráter político” a serem consideradas na hora de as autoridades costa-riquenhas avaliarem a solicitação de Uribe Escobar.
“Estamos elaborando a argumentação com uma equipe de advogados”, acrescentou Ortega, que não quis dar detalhes dos motivos que o ex-senador alegará em seu pedido de asilo.
O documento será apresentado ainda hoje à embaixadora da Costa Rica na Colômbia, Clara Montero Mejía, cujos assistentes já conversaram com o político colombiano. Porém, a resposta poderá levar dias, semanas ou meses, acrescentou o jurista.
“Na Costa Rica há uma tradição muito grande em relação aos asilos políticos. E há precedentes recentes de colombianos asilados”, lembrou Ortega, segundo quem esses fatores indicam qual deve ser a decisão do Governo da Costa Rica.
O ex-senador fez o pedido de asilo poucas horas depois de a Procuradoria-Geral da Colômbia ter ordenado sua prisão.
A ordem foi dada por Ramiro Marín, promotor perante a Corte Suprema de Justiça (CSJ), tribunal que, no fim de setembro, havia vinculado Uribe Escobar, então parlamentar, com uma quadrilha.
Em um comunicado, a Procuradoria-Geral explicou que “Uribe (Escobar) é investigado por um encontro que teve com o ex-líder paramilitar Salvatore Mancuso antes das eleições de 10 de março de 2002, e com Jairo Castillo Peralta, conhecido como “Pitirri”, em novembro de 1998.
A nota também diz que o ex-senador está sendo processado por “acordos para promover grupos armados fora da lei”.