Os 11 presos políticos cubanos libertados pelo Governo de Raúl Castro devem chegar amanhã à Espanha junto a seus familiares, confirmou hoje o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos.
Eles partem esta noite de Havana em voos da Air Europeia e Iberia.
O primeiro voo deve chegar por volta das 13h local (8h, Brasília), e o segundo às 14h local (9h, Brasília).
O grupo, de cerca de 65 pessoas, é formado por 11 presos políticos e seus familiares e faz parte de uma primeira rodada de dissidentes cubanos que chega à Espanha nos próximos dias.
Uma vez na Espanha, eles poderão decidir se querem permanecer no país ou ir para outro.
Moratinos disse que o importante é “a mensagem e a decisão” das autoridades cubanas de fechar “definitivamente” o capítulo de presos políticos em Cuba, de acordo com a mensagem que Raúl Castro passou tanto a ele como ao cardeal Jaime Ortega – a autoridade máxima católica na ilha – em uma reunião de trabalho em Havana.
De acordo com esse compromisso, lembrou Moratinos, “todos os presos” políticos serão colocados em liberdade e, a princípio, viajarão à Espanha, onde poderão obter residência “onde considerarem oportuno”.
Cuba se comprometeu a liberar os 52 dissidentes que fazem parte do “Grupo dos 75”, presos durante a repressão da Primavera Negra de 2003.
Moratinos ressaltou que os dissidentes cubanos que, como cidadãos livres, desfrutarão de plenos direitos, contarão com “o apoio e a assistência” do Governo espanhol para que possam encontrar uma casa.
Ele explicou que espera que os presos libertados que ainda não decidiram sair da ilha “tomem as decisões oportunas”, para ir resolvendo “caso por caso”.