O primeiro-ministro sérvio, capsule Vojislav Kostunica, cialis 40mg advertiu hoje para o “perigo real” de que os albano-kosovares, price “apoiados” pelos Estados Unidos, proclamem unilateralmente uma independência do Kosovo, e pediu o consenso nacional para impedir seu reconhecimento internacional.
“É nosso dever fazer absolutamente tudo o que for possível para que se desista desse cenário perigoso”, disse Kostunica na reunião do diretório do Partido Democrático da Sérvia (DSS), liderado por ele, após alertar do risco de que alguns países influentes reconheçam uma independência do Kosovo se for proclamada.
Ao mesmo tempo, Kostunica se mostrou convencido de que o Conselho de Segurança da ONU “nunca tomaria” parte do território da Sérvia.
No entanto, “a Sérvia deverá ter uma resposta preparada para o caso de as ameaças se concretizarem, principalmente as dirigidas abertamente pelos EUA de que depois de 10 de dezembro o assunto do Kosovo seria solucionado com base no plano rejeitado de Martti Ahtisaari”, disse o primeiro-ministro.
Kostunica disse que o DSS trabalha para obter o consenso nacional e a união dos mais importantes partidos sérvios para impedir um eventual reconhecimento de uma independência unilateral, e de ter uma resposta unificada “caso os ataques ocorram”.
Os líderes albano-kosovares anunciaram em várias ocasiões que proclamariam unilateralmente uma independência do Kosovo caso não a obtivessem até o fim do ano.
Mas faz menos de um mês que começou um novo ciclo de negociações sobre o futuro estatuto do Kosovo, com mediação de EUA, União Européia (UE) e Rússia. O relatório sobre as conversações deverá ser apresentado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, justamente em 10 de dezembro.
A abertura das negociações aconteceu depois que a tentativa de aprovar o plano de Ahtisaari, que previa uma “independência sob supervisão internacional” para a província, foi derrubada no Conselho de Segurança da ONU porque a separação de fato é inaceitável para a Sérvia.
Mas enquanto que os EUA consideram essa data como fim do processo e que o status do Kosovo deve ser definido imediatamente a partir dela, a Rússia e a Sérvia explicam que as negociações não devem ser necessariamente concluídas até então.
Há uma semana, a Sérvia protestou perante a ONU contra os anúncios dos EUA de que seria preciso aplicar o plano de Ahtisaari, já fracassado, caso as duas partes não entrem em acordo. Belgrado vê nestas declarações o apoio explícito aos albano-kosovares na intenção de proclamar uma soberania unilateral.
Kostunica disse hoje que o plano de Ahtisaari serve agora como base para uma proclamação e prevê um poder ilimitado da Otan no Kosovo.
Pelo papel que a Otan poderia ter na criação de um Kosovo independente, o DSS – que faz parte da base governista – considera que a Sérvia não deve ser membro da organização, apesar de apoiar a participação do país no programa Associação para a Paz, da Otan.
“É uma postura de princípios que supera o âmbito das relações entre Sérvia e Otan em relação à solução para o Kosovo: antes de tudo está baseada na convicção de que a Sérvia deve manter a neutralidade militar e que seu interesse estatal e nacional exige a não-adesão a nenhuma aliança militar”, disse Kostunica.
Disse que se importantes países-membros da Otan reconhecessem uma independência do Kosovo unilateralmente proclamada, “a entrada para a Otan assumiria também uma dimensão moral” na Sérvia.
Em 1999, as forças da Otan lideradas pelos EUA bombardearam as principais cidades da Sérvia, incluindo alvos civis, por 76 dias ininterruptos, a centenas de quilômetros da zona de conflito. Cerca de 500 civis foram mortos.
“Como seria possível que a Sérvia aderisse a quem a bombardeou primeiro, depois chegou ao Kosovo com suas forças militares e no fim reconheceu, burlando o Conselho de Segurança da ONU, uma independência unilateral de parte de seu território?”, questionou o premier.
“Acho que grande parte de nosso povo sabe exatamente a resposta para essa questão moral”, disse.
O Kosovo está sob administração interina da ONU e vigilância da Otan desde 1999, aguardando uma decisão sobre seu status definitivo.