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Primeiro-ministro iraquiano pede perdão da dívida externa de seu país

Arquivo Geral

29/05/2008 0h00

O primeiro-ministro iraquiano, pilule Nouri al-Maliki, erectile pediu hoje em Estocolmo à comunidade internacional o perdão da dívida externa, a eliminação das sanções impostas após a invasão do Kuwait em 1991 e o aumento da ajuda em programas técnicos.


Maliki expressou sua confiança de que a conferência de revisão do Programa Compacto Internacional com o Iraque (ICI, em inglês) emita uma mensagem de confiança sobre a “seriedade” das autoridades iraquianas em seu esforço para cumprir seus compromissos, assim como de “vontade sincera” de ajuda da comunidade internacional.


O líder iraquiano lembrou os avanços nas áreas de segurança, economia e política, mas destacou acima de tudo que foi evitada uma guerra civil no país.


A co-presidência do ICI, que é formada por al-Maliki e pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou as conquistas alcançadas em seu relatório de revisão do programa lançado em maio de 2007, batizado de “Novo Começo”.


Na área econômica são citadas as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) de crescimento econômico para o Iraque – de 8% nos próximos dois anos -, a redução para a metade da inflação e algumas exportações de petróleo previstas para 2008 de US$ 70 bilhões, que permitem recuperar o nível de 2004.


A adoção de novas leis impositivas, as assinaturas das convenções da ONU contra a corrupção e a tortura e os acordos de empréstimos com o Banco Mundial e o Japão refletem a evolução registrada no Iraque, diz o relatório de revisão.


Outros avanços fazem alusão à intensificação do diálogo nacional, aos programas de ajuda aos refugiados e à melhora da segurança, tanto jurídica como no trabalho dos corpos policiais.


Do total de ações estabelecidas em 2007 pelo ICI foram executadas ou estão em processo de serem implementadas 74% delas.


O relatório inclui também uma proposta para o desenvolvimento do Governo iraquiano na qual são citadas a assinatura da Declaração de Paris sobre Efetivação da Ajuda, anunciada hoje, a Co-financiação de programas de desenvolvimento e novos acordos de comércio bilateral e multilateral.


O vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Saleh, afirmou que o Iraque não é um país “pobre” e que o que precisa não é de ajuda financeira, mas técnica e de sócios para enfrentar intercâmbios econômicos.


Também positivo foi o balanço de Ban Ki-moon, que resumiu a situação do Iraque dizendo que não há outra palavra que a descreva melhor que “esperança”, apesar de ter alertado da “fragilidade” dos progressos, especialmente na área de segurança.


A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, mostrou seu agradecimento a Maliki por sua “liderança” e “coragem” e encorajou os países que não fizeram isto a perdoarem a dívida com o Iraque.


Rice também disse que o povo iraquiano tinha demonstrado merecer o apoio da comunidade internacional por seus sacrifícios e sua luta pela democracia.


 

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