O primeiro-ministro grego, order o conservador Costas Caramanlis, approved disse hoje que os incêndios, que atingem o país há dez dias e já mataram 65 pessoas, podem ter sido criminosos, e afirmou ser “evidente” a aplicação de medidas para evitar a especulação com o solo queimado.
A duas semanas das eleições antecipadas de 16 de setembro e com grande parte do Peloponeso e a ilha de Eubea queimados, Caramanlis deu sua opinião sobre a maior tragédia ocorrida no país nos últimos 80 anos em entrevista ao jornal “Kazimerini”.
“Tenho certeza de que os gregos têm suas dúvidas. Tantos incêndios, ao mesmo tempo e em tantos lugares diferentes, não pode ser uma coincidência”, disse Caramanlis.
No sábado, o primeiro-ministro sobrevoou, acompanhado pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, as áreas queimadas no Peloponeso e no domingo visitou por terra a ilha de Eubea.
“Os fatos, os depoimentos de testemunhas e os indícios encontrados pela Polícia tendem para um incêndio criminoso”, disse Caramanlis.
Acrescentou que “até agora foram feitas dezenas de detenções e a investigação policial continua”. Caramanlis afirmou que o compromisso político de proibir a especulação dos terrenos queimados “é evidente”, mas disse que é preciso superar “os impedimentos legais e judiciais”.
Analistas, ecologistas e políticos afirmaram que a especulação imobiliária com o solo queimado poderia ser uma das causas dos incêndios devido à legislação frouxa do país sobre o assunto.
O chefe do Executivo também disse que as reformas devem continuar para modernizar a Grécia e melhorar a preparação do país para enfrentar situações semelhantes.
“O terror nos olhos do povo faz aflorar o dever de que todos estejamos mais decididos para fazer as mudanças necessárias, para que haja progresso em nosso país”, disse Caramanlis.
E acrescentou que “as conclusões ditadas pela lógica e as profundas lições extraídas nestas horas fortalecem a convicção de que as reformas devem avançar ainda mais para uma nação mais moderna, mais rápida, mais funcional e mais confiável”. Sobre os efeitos econômicos dos incêndios, disse que “são limitados e estão sob controle”.
Com os últimos números, sobe para quase € 200 milhões o valor total das indenizações aos pouco mais de 40 mil desabrigados, nos últimos quatro dias.
Além disso, na sexta-feira o Governo se comprometeu a construir ou reconstruir as casas destruídas pelo fogo.