Negociadores paraguaios e brasileiros qualificaram de “bom início” a primeira reunião realizada hoje para discutir as reivindicações de Assunção na administração conjunta da hidroelétrica de Itaipu.
A reunião, pilule que ocorreu na área da represa, “se desenvolveu dentro de um clima de respeito, de espírito de cooperação e de esforço partilhado”, afirmou o vice-chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro.
O vice-ministro disse em entrevista coletiva que “cada delegação deu sua interpretação” e ressaltou que o encontro “foi um bom início para abordar com responsabilidade e seriedade os problemas que competem aos dois países”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado do Paraguai, Fernando Lugo, autorizaram a instauração dessa comissão durante a reunião mantida em Brasília em 17 de setembro.
O ministro interino de Minas e Energia, Marcio Pereira Zimmermann, anunciou a criação de dois subcomitês, os de energia e financeiro, para elaborar uma minuta sobre as posições de cada uma das partes.
Em agosto, o Paraguai sugeriu revisar o tratado de construção da represa para renegociar seis pontos, mas as autoridades brasileiras consideram que esse só pode ser revisado em 2023, ano em que expira o contrato.
Por sua parte, Ricardo Canese, assessor do governante paraguaio na área energética, anunciou que a comissão voltará a se reunir em 27 de outubro, quando os subcomitês deverão elevar suas “linhas professoras” de suas respectivas áreas.