As autoridades colombianas conseguiram desarmar e prender um ex-militar que invadiu hoje um escritório de um fundo de pensões no centro de Bogotá e manteve reféns cerca de 30 pessoas, abortion ameaçando explodir uma granada.
O ex-militar, nurse de 57 anos e identificado como Edgar Paz Morales, foi cercado de surpresa por detetives que conseguiram entrar na sede e o derrubaram no chão, se aproveitando de um momento de distração.
Paz Morales exigiu a presença de altos comandantes militares, da jornalista da emissora de televisão colombiana “RCN” Vicky Dávila e da Cruz Vermelha, pediu asilo no México e leu um longo documento, no qual denunciou ter sido demitido injustamente do Exército e exigiu o pagamento de sua pensão.
Policiais que se passaram por jornalistas conseguiram invadir a filial da entidade, situada na avenida Séptima, que precisou ser fechada durante pouco mais de uma hora, tempo que durou a ocupação.
O ex-suboficial do Exército, que segurava em sua mão direita o que parecia ser o explosivo com o dedo no pino e que em alguns momentos guardou a granada em uma jaqueta de couro, deu entrevista a canais de televisão e falou com emissoras de rádio e por um telefone celular.
Minutos antes, o agressor, que afirmou ter trabalhado cerca de 40 anos no Exército, permitiu que saíssem dois grupos de reféns e antes de ser neutralizado estava com sete deles, incluindo uma funcionária da entidade que foi obrigada a ler o documento de cerca de sete páginas à imprensa.
“Estou solicitando minha pensão e estão me negando há mais de sete anos. Não querem me escutar, estou precisando de trabalho”, disse o ex-militar ao canal “CityTV”, que o entrevistou e mais tarde mostrou o momento de sua detenção.
No documento de sete páginas, Paz Morales acusou altos oficiais das Forças Militares de ter tido ligação com grupos paramilitares.
“Eu sei que, ao sair, serei preso. Não queria fazer isto. Quero sair do país e adquirir o compromisso de que essas coisas não voltarão a acontecer. Eu quero terminar isto, que regularizem minha situação e sair do país”, afirmou.
A facilidade com que o ex-militar aceitou a chegada de equipes de jornalistas ajudou que os policiais disfarçados se infiltrassem no grupo, mesmo que Paz Morales tenha se preocupado em baixar as cortinas do estabelecimento.
Em um momento, um dos detetives abraçou-o, enquanto outros agentes secretos se jogaram em cima dele para desarmá-lo antes de levá-lo a uma patrulha.
No momento da detenção do ex-suboficial já tinham entrado no local delegados da Defensoria Pública para negociar com o ex-militar.
O defensor público, Vólmar Pérez, pediu por telefone e por rádio para os agentes “agirem com maior prudência e responsabilidade”.
“Nós estamos dispostos a dar-lhe as garantias, mas o senhor deve agir com a responsabilidade”, disse.