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Mundo

Presidentes do Brasil e do Uruguai querem América do Sul sem conflitos entre seus países

Arquivo Geral

31/07/2010 10h29

A Colômbia acusou  a Venezuela pelo fracasso da cúpula de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), realizada em Quito na quinta-feira, que terminou sem acordo e com a decisão de repassar aos presidentes dos países-membros a tarefa de buscar solução à crise bilateral. As  relações entre Caracas e Bogotá pioraram no último dia 22, quando o governo de Álvaro Uribe denunciou na Organização dos Estados Americanos (OEA) a  presença de chefes guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no país vizinho. A acusação levou o presidente  Hugo Chávez a romper relações diplomáticas com a Colômbia,  congeladas havia um ano.

 

O líder das Farc, Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, propôs conversar com as autoridades colombianas para superar  a “terrível situação” do país. Na gravação, divulgada ontem pela internet e dirigida “ao presidente eleito, à Colômbia e aos países da Unasul, Cano aparece em um acampamento, armado e cercado por guerrilheiros. Ele ressalta que as Farc não acabaram e que o governo de Uribe está enganando o povo quando diz isso. “Continuamos empenhados em buscar saídas políticas à situação, esperamos que o governo que entra reflita e não engane mais o país.”

 

Essa é a primeira mensagem do comandante das Farc a Santos, que assumirá a presidência no dia 7 de agosto e que, como ministro da Defesa de Álvaro Uribe, foi o responsável por importantes golpes na força da guerrilha.

 

O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, afirmou que os ministros  chegaram a avançar no encontro da Unasul. “Conseguimos uma declaração praticamente pactuada por todos” na qual estava incluído o pedido da Colômbia de criar um “mecanismo de cooperação eficaz e verificação” da suposta presença de guerrilheiros no país vizinho. Mas acrescentou, “no último minuto, a Venezuela recuou, quando todos os chanceleres já havíamos decidido a posição oficial”.

 

 

 

Leia mais na edição deste sábado (31) do Jornal de Brasília.

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