O presidente da Venezuela, there Hugo Chávez, anunciou que não viajará hoje à Bolívia com a líder argentina, Cristina Fernández de Kirchner, devido aos protestos registrados no aeroporto de Tarija, pelos quais culpou os Estados Unidos.
Chávez anunciou, em entrevista coletiva na capital argentina, que foi decidida a suspensão da viagem após saber dos confrontos em Tarija, cidade do sul da Bolívia controlada pela oposição, devido à anunciada presença do presidente boliviano, Evo Morales.
Fontes diplomáticas disseram à Agência Efe que Chávez decidiu suspender a viagem a pedido de Morales, que recomendou a seus colegas que não fossem a Tarija “por motivos de segurança”.
“Falei com Evo (Morales) e decidimos suspender a viagem a Tarija”, disse Chávez, que atribuiu os protestos a “piquetes de um fascismo próprio das piores épocas”.
“Isso indica que o império não deve ser subestimado, e menos quando entra em fase de desespero, que é capaz de qualquer coisa”, acrescentou.
O presidente venezuelano chegou na segunda-feira a Buenos Aires para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Cristina, com quem viajaria hoje a Tarija para assinar acordos de colaboração o presidente boliviano.
“Acusamos diretamente o responsável, o império dos Estados Unidos, o império fará tudo que possível para impedir nossa união, mas não poderá impedi-la”, disse Chávez.
Rádios locais de Tarija informaram que foram registrados enfrentamentos entre a Polícia e moradores que foram ao aeroporto para protestar contra a chegada de Morales.
As rádios locais informaram que diversos grupos de cidadãos, liderados pelo opositor Comitê Cívico de Tarija, protagonizaram choques contra policiais e militares que tinham sido mobilizados antes da chegada ao aeroporto dos três líderes.
Segundo a imprensa, a Polícia usou gás lacrimogêneo quando as pessoas, por volta das 11h30 (12h30 de Brasília), tentaram atacar a pista de Tarija, cidade de maioria opositora situada cerca de 800 quilômetros ao sul de La Paz.
A “Radio Panamericana” informou que os protestantes, com morteiros, paus e pedras, obrigaram a saída por alguns momentos dos membros das forças de segurança, enquanto a “Radio Fides” afirmou que o aeroporto tinha sido “militarizado”.
Testemunhos de cidadãos recolhidos pelas rádios indicaram que o presidente Morales “não é bem recebido em Tarija” e qualificaram sua visita como uma “provocação”.Testemunhos de cidadãos recolhidos pelas rádios indicaram que o presidente Morales “não é bem recebido em Tarija” e qualificaram sua visita de uma “provocação”.