O presidente do Paquistão, there Asif Ali Zardari, disse hoje que seu país não quer “falar de guerras ou vingança”, e defendeu a via do diálogo para resolver a escalada de tensão com a Índia por causa dos recentes atentados em Mumbai.
Zardari fez estas declarações em discurso por ocasião do primeiro aniversário de morte da esposa e ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, no mausoléu de Naudero, no sul do país, segundo a rede privada “Dawn TV”.
“Toda a região sofrerá em caso de guerra. Não queremos falar de guerras ou vingança”, ressaltou Zardari, que participou dos atos em homenagem a Bhutto, que reuniram dezenas de milhares de pessoas.
Zardari disse que “o Paquistão acredita no diálogo” e afirmou que este “é o caminho a seguir” na situação atual, na qual as duas potências nucleares se envolveram em uma troca de acusações e exigências.
“As democracias só podem falar com a linguagem adequada a outras democracias (o diálogo)”, acrescentou o viúvo de Bhutto, ressaltando que “a democracia triunfou no Paquistão” e que o país “está preparado para sacrificar mais vidas” por ela.
“Estamos comprometidos a acabar com o terrorismo e o extremismo”, disse Zardari.
A Índia acusou o grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), que luta pela anexação da Caxemira indiana ao Paquistão, pelo massacre que deixou pelo menos 179 mortos em Mumbai no final de novembro, e exigiu das autoridades paquistanesas ações contundentes para eliminar as bases terroristas de seu território.
O Paquistão reiterou à Índia sua intenção de cooperar em uma investigação conjunta sobre os atentados, mas pediu que sejam apresentadas provas concretas.
Além disso, o Exército paquistanês ordenou ontem para aumentar a disponibilidade de suas tropas na fronteira indiana por ocasião da tensão entre os dois países.