Às vésperas de assumir a Presidência da República do Chile, Sebastián Piñeira se reúne hoje (6) com a oposição ao seu futuro governo. Primeiro presidente eleito de centro-direita, depois de 20 anos da esquerda no poder, Piñera quer garantir o apoio no Congresso para executar as medidas emergenciais de ajuda às vítimas dos terremotos e tsunamis no país. Nos últimos dias, ele participou de várias reuniões com a presidente chilena, Michelle Bachelet.
Na semana passada, Piñera chegou a criticá-la por sua suposta lentidão em agir e também pela demora no alerta dos tsunamis. Mas depois recuou no discurso crítico e adotou uma posição de cooperação. Com os integrantes da oposição, que participam da coligação Concertación, o presidente eleito apelará pela unidade e parceria em nome das necessidades do Chile.
Piñera se reúne com os parlamentares no momento em que o Escritório de Emergência, ligado ao Ministério do Interior do Chile, divulgou alerta amarelo expedido pelo Serviço Nacional de Geologia e Mineração pela ocorrência de abalos em cinco regiões do país. As áreas são: Melipeuco, Cunco, Vilcún, Curacautín e Lonquimay. Com isso, está limitado o acesso ao Parque Nacional Conguillio.
Segundo as autoridades, o acesso está restrito em decorrência do risco em torno do vulcão Llaima, localizado na região. As empresas de turismo foram advertidas e há um esforço por parte das prefeituras, das áreas de segurança e saúde, como garantia de proteção às pessoas que estiverem na área.
Paralelamente, o governo lançou ontem (5) uma campanha nacional intitulada Chile ajuda Chile para arrecadar cerca de US$ 30 milhões a serem destinados às vítimas. A estimativa é que os abalos tenham atingido aproximadamente 2 milhões de pessoas e matado 279 em todo país. A presidente Bachelet visita hoje albergues e casas de emergência para conversar com os desabrigados.
A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a liberação de US$ 10 milhões para o Chile. O secretário-geral da ONU, Ban Kin-moon, visita desde ontem o país e disse que o organismo se dispõe a ajudar os chilenos no que for necessário.