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Mundo

Presidente do Sudão promete libertar Sudão do Sul de seus governantes

Arquivo Geral

18/04/2012 19h13

O presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, prometeu, nesta quarta-feira (18), libertar o Sudão do Sul de seus atuais governantes, o Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS). O pronunciamento surge em meio a uma crise entre ambos os países vizinhos.

 

“Nosso principal objetivo a partir de hoje é libertar o Sudão do Sul do governo do MPLS. É nossa responsabilidade diante de nossos irmãos sul-sudaneses”, disse Bashir em discurso realizado durante reunião da juventude do Partido do Congresso Nacional.

 

Para Bashir, os regimes de Cartum e Juba “não cabem juntos nas fronteiras do antigo Sudão”, e, por isso, afirmou que um dos dois deverá acabar com o outro.

 

O governante garantiu que nas próximas horas chegarão “boas notícias da região em disputa entre ambos os países”, a zona petrolífera de Heglig, que foi ocupada em 10 de abril pelas forças do Sudão do Sul.

 

A este respeito, um alto diplomata de Cartum advertiu hoje que seu governo usará todos os meios para acabar com a “agressão” contra a região de Heglig.

 

O diretor do Departamento de Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Sudão, Omar Dahab, disse que seu país tem o direito de adotar medidas diplomáticas e militares para atingir este objetivo.

 

Nesse sentido, classificou o que ocorre nesta área como “um menosprezo aos princípios da Carta da ONU que proíbem a agressão aos países, especialmente a ocupação, que é a mais brutal das agressões”.

 

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve trabalhar para pôr fim à situação de Heglig”, ponderou Dahab, para quem o pedido da presidente rotativa do Conselho, Susan Rice, de aplicar sanções a Cartum e Juba é “injusto”.

 

Além disso, Dahab disse que o Sudão tem direito de ser indenizado por todas as perdas causadas pela ocupação sul-sudanesa.

 

O governo sudanês pediu hoje à Liga Árabe que convoque uma reunião urgente na próxima semana para discutir o conflito na fronteira.

 

Cartum acusou ontem o exército do Sudão do Sul de destruir instalações petrolíferas em Heglig. O governo de Juba, no entanto, disse que não atacou territórios sudaneses e que o Sudão do Sul é agredido “diariamente” por bombardeiros lançados pelo país vizinho.

 

A disputa por Heglig aumentou na semana passada, quando o exército do sul-sudanês passou a controlar a zona, o que levou a Cartum a lançar uma contra-ofensiva para expulsar as forças do Sudão do Sul.

 

A região de Heglig tem uma das maiores reservas de petróleo do Sudão e sua soberania é reivindicada por ambos os países.

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