O presidente do Partido Kuomintang (KMT), here Wu Po-hsiung, ampoule realizou hoje em Nanquim uma visita histórica à China para melhorar as relações entre as margens rivais do Estreito de Formosa.
Wu se encontrará na quinta-feira com o presidente chinês, Hu Jintao, na primeira reunião entre líderes do KMT e do Partido Comunista Chinês (PCCh) em mais de 60 anos, após a guerra civil entre as duas legendas na China.
Em Nanquim, Wu foi recebido no Aeroporto Lukou por Chen Yulin, diretor do Escritório de Assuntos de Taiwan do PCCh, informou a agência taiuanesa “CNA”.
Em um breve discurso, Wu pediu a seus anfitriões do PCCh para deixarem de lado as disputas políticas com Taiwan e promoverem uma rota de benefícios mútuos sobre o chamado Consenso de 1992
Assinado por negociadores chineses e taiuaneses em Hong Kong antes da primeira negociação formal entre Taipé e Pequim, realizada em Cingapura em 1993, o Consenso de 1992 reconhece a existência de uma só China, mas permite interpretações distintas.
Antes de viajar, Wu disse em Taipé que o principal objetivo de sua visita era melhorar as relações e preparar as negociações bilaterais, especialmente sobre os vôos diretos e a chegada de turistas chineses à ilha.
“Espero que a visita ajude a melhorar os laços, afirme a segurança do povo taiuanês, consolide o bem-estar dos taiuaneses e estimule a política do Governo em relação à China”, disse Wu.
O presidente do KMT visitará na quarta-feira o mausoléu do fundador da República da China, Sun Yat-sen, considerado o pai da pátria em Taiwan.
Na quinta-feira, após viajar à Pequim para se reunir com o presidente chinês, Wu seguirá para Xangai, onde se encontrará com empresários taiuaneses.
Wu lidera uma delegação de 16 membros do seu partido e segue à do então vice-presidente eleito de Taiwan, Vincent Siew, em abril, que se encontrou com Hu.
Na sexta-feira, o presidente do KMT irá a um templo em Yixing, na província de Jiansu, para rezar pelas vítimas do terremoto de Sichuan, no dia 12.
A viagem de Wu acontece poucos dias após a posse do presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, no dia 20, e pouco antes do início das negociações entre Taipé e Pequim, anunciadas para junho.
Ma expressou ontem seu desejo de que as duas partes “aumentem a confiança mútua, deixem as controvérsias de lado, encontrem termos comuns e achem juntas uma situação de benefício mútuo no Estreito de Formosa”.
O presidente taiuanês também pediu a Pequim que deixe de lado o controvertido tema da soberania da ilha, tema de disputa entre Pequim e Taipé desde 1949, quando o Governo nacionalista chinês se refugiou em Taiwan, após ser derrotado militarmente pelos comunistas.
“Alguns temas foram criados pela história e dificilmente podem ser resolvidos em um curto período de tempo. Os dirigentes de ambos os lados devem ter visão ampla e de futuro para deixar esses assuntos de lado temporariamente”, declarou Ma.
Ma busca uma aproximação econômica e social, além da assinatura de um tratado de paz, mas sem negociar a união durante seu mandato, que termina em 2012.
A chegada do KMT ao poder após oito anos de Governos independentistas despertou esperanças sobre a diminuição da tensão no Estreito de Formosa.