O presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, se submeteu hoje ao seu primeiro teste de paternidade; o requerimento judicial foi aberto por uma das três mulheres que asseguram ter tido filhos com o governante.
“O processo de extrair as amostras da senhora Hortensia Morán, do menor, assim como do presidente ocorreu com total normalidade”, afirmou o advogado do chefe de Estado, Marcos Fariña, ao sair da residência presidencial onde foi realizado o processo médico-judicial.
A análise genética será feita por três laboratórios privados de Assunção e os resultados devem ser divulgados em duas semanas.
Morán, 40 anos e diretora de uma creche social em Capiatá, nos arredores de Assunção, assegura que teve uma relação íntima com Lugo durante a campanha eleitoral passada quando militava em um dos partidos de esquerda que apoiou a candidatura do ex-bispo.
Fruto dessa relação nasceu a criança que agora tem três anos, segundo a mulher.
O teste foi ordenado no dia 10 pela juíza da Infância Ana Ovelar. Fontes oficiais explicaram que o procedimento médico-judicial não foi incluído na atividade oficial do governante, de 59 anos e que há três semanas teve um câncer linfático detectado, por se tratar de um ato que compete a sua vida privada.
Os escândalos de paternidade que Lugo enfrentou em seu primeiro ano de mandato começaram com o caso de Viviana Carrillo, mãe de uma criança de três anos que foi reconhecido por Lugo no dia 13 de abril de 2009.