O presidente do Federal Reserve (Fed, for sale banco central americano), Ben Bernanke, disse hoje no Congresso que a crise financeira reduzirá o crédito e ameaça o crescimento econômico no país.
“A intensificação das tensões financeiras nas últimas semanas, que tornarão as pessoas que fazem empréstimos ainda mais cautelosas ao conceder créditos às famílias e às empresas, poderia representar um freio significativo adicional ao crescimento”, afirmou Bernanke.
Bernanke fez uma avaliação da situação econômica do país em seu relatório ao Comitê Econômico Conjunto das duas Câmaras do Congresso.
Afirmou que a recente turbulência “extraordinária” nos mercados “é uma ameaça direta ao crescimento econômico”.
Segundo o presidente do Fed, a estabilização do sistema financeiro “é uma condição prévia essencial para a recuperação econômica”, e pediu ao Congresso que atue para apoiá-la.
Além disso, pediu aos congressistas que aprovem “urgentemente” um pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, que defenderá em outro comparecimento previsto também para hoje na Câmara de Representantes, junto com o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Esse é o segundo discurso de Bernanke no Congresso entre ontem e hoje, depois que na terça-feira disse a um comitê do Senado que, sem esse programa de ajuda, a economia americana poderia cair em recessão.
Em seu comparecimento de hoje, disse que os riscos “em baixa” das perspectivas econômicas “são uma preocupação significativa” do banco central.
O presidente do Fed previu fraqueza econômica na segunda metade deste ano e uma recuperação gradual em 2009, “à medida que os mercados financeiros voltarem à normalidade e a contração imobiliária seguir seu curso”.
No entanto, enfatizou que uma grande incerteza envolve qualquer previsão econômica.
Complementou as advertências sobre a fraqueza econômica com uma ênfase na inflação, por isso não deixou claro a possível direção da política monetária do banco central.
Bernanke reconheceu que as notícias recentes sobre os aumentos de preços “foram mais favoráveis”, graças à queda do petróleo e de outras matérias-primas.
No entanto, as oscilações nos últimos dias do valor do petróleo ilustram a dificuldade em fazer prognósticos e, em conseqüência, “os riscos em alta da inflação continuam sendo uma preocupação significativa”, disse.