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Mundo

Presidente de federação de taxistas cria polêmica em Nova York

Arquivo Geral

07/12/2010 19h20

As vozes contra a discriminação aumentaram nesta terça-feira depois das polêmicas declarações do presidente da Federação de Taxistas de Nova York, Fernando Mateo, que afirmou que os taxistas deviam discriminar por questões raciais seus clientes.

“Deus sabe que a realidade é que 99% das pessoas que roubam ou matam nossos motoristas são negros ou hispânicos”, disse Mateo em entrevista coletiva no sábado, que nesta terça-feira ecoa em meios de comunicação locais.

O presidente do sindicato, de origem latina e cujo pai é afro-americano, realizou essas polêmicas declarações nos arredores do hospital Jamaica, em Nova York, onde se encontra internado o taxista Trevor Bell, após receber seis tiros supostamente de um agressor de origem latina.

Mateo disse para os taxistas que se vissem alguma “atividade suspeita” não deixassem a pessoa entrar no táxi, segundo a edição digital do “The New York Post”.

Depois disso, várias vozes se levantaram contra a discriminação por motivos raciais, entre elas a do presidente da Comissão de Táxis e Limusines da cidade, David Yassky, que afirmou que “escolher passageiros por uma base racial é ilegal e simplesmente inaceitável”.

O presidente da federação, que assegurou que seu pai é “mais negro” que o reverendo e líder afro-americano Al Sharpton, também foi criticado pelo próprio Sharpton, que disse que as declarações eram “absurdas”.

No entanto, Mateo afirmou ao jornal local “AM New York” não entender a polêmica originada por suas palavras.

“Estou pedindo aos afro-americanos e hispânicos para discriminar a si mesmos, então, como podem chamar isso de racismo?”, disse Mateo, além de acrescentar que “nós mesmos estamos cometendo estes crimes contra nossa própria comunidade”.

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