O presidente sírio, Bashar al Assad, dirigirá na segunda-feira um discurso à nação sobre a atual situação no país, informou neste domingo a agência de notícias estatal Sana.
O discurso, o segundo desde que eclodiram os protestos na Síria em meados de março, está previsto para o meio-dia.
O anúncio deste discurso coincide com a intensificação dos protestos contra o regime de Assad em todo o país e o êxodo de milhares de refugiados à Turquia.
Em seu primeiro discurso, pronunciado perante o Parlamento em 30 de março, Assad considerou que as reformas políticas não eram prioritárias e disse que não podiam estar ligadas a razões temporários ou ao clima de revoltas na região.
Nessa ocasião, afirmou que assuntos como a derrogação do estado de emergência, vigente desde 1963, e a formação de novos partidos políticos não eram prioridade sobre a preservação da estabilidade e “a saúde das crianças”.
No entanto, perante a intensificação das revoltas, que começaram de forma esporádica, o presidente iniciou várias medidas com o objetivo a acalmar a situação.
Em 21 de abril, o chefe de Estado sírio aprovou a derrogação da Lei de Emergência, a eliminação do Alto Tribunal da Segurança do Estado e apoiou uma nova lei que garantia o direito a convocar protestos pacíficos.
Além disso, em meados desse mês anunciou um novo Governo com o ex-ministro da Agricultura Adel Safar como primeiro-ministro.
Em 11 de maio foi criado um comitê para elaborar uma minuta de uma nova lei eleitoral para a realização de eleições gerais, enquanto no início de junho foi formada outra comissão de especialistas para preparar uma norma que regule os partidos políticos.
As revoltas populares pedem a introdução de reformas políticas e a queda do regime.
Segundo o grupo opositor Observatório Sírio para os Direitos Humanos, 1.310 civis e 341 militares e policiais morreram desde meados de março pela repressão às manifestações.