O presidente da Síria, order Bashar al-Assad, look chegou hoje ao Irã para uma visita oficial de dois dias na qual não está descartada a análise da queda-de-braço do Governo de Teerã com vários países ocidentais devido a seu polêmico programa nuclear.
Segundo imagens da televisão pública iraniana, Assad foi recebido pelo ministro da Habitação iraniano, Saidi Kia, e o chefe de Estado sírio deve se encontrar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad e com o ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki.
Esta é a terceira visita de Assad ao Irã desde a chegada de Ahmadinejad à Presidência, em 2005.
A Síria é o único aliado árabe do Irã. As duas nações são o principal apoio dos grupos radicais palestinos e libaneses, como o Hamas e o Hisbolá, texados pelos Estados Unidos de organizações terroristas e considerados por Damasco como “movimentos da resistência contra a ocupação israelense”.
A chegada de Assad a Teerã acontece depois de, no dia 12 de julho, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, pedir ao chefe de Estado sírio que convença o Irã a apresentar “provas” de que não se trata de uma tentativa de fabricar armas nucleares.
Cinco dias depois desse pedido, Assad expressou a Mottaki, em visita a Damasco, sua “forte convicção” de que a disputa nuclear entre Irã e outros países possa ser resolvida diplomaticamente.
Segundo fontes oficiais, Mottaki destacou naquela ocasião que seu país “aprecia a postura do presidente Assad nas conversas com o Irã durante as discussões com representantes franceses”, e deu as boas-vindas “a qualquer papel que a Síria possa desempenhar para eliminar a tensão entre o Ocidente e o Irã”.
Por outro lado, fontes diplomáticas de Teerã não descartaram que, durante suas conversas, Ahmadinejad e Assad analisem o andamento das negociações de paz que Síria e Israel mantêm com mediação da Turquia.