Em entrevista coletiva, na qual esteve acompanhado de todos os seus ministros e secretários de Estado, Colom mostrou microfones, câmeras de vídeo e receptores de sinais de comunicação “secretos” que, segundo disse, foram achados no interior da Casa Presidencial, em seu escritório particular, no sul da cidade, e nos escritórios de sua mulher, Sandra Torres.
Os “grampos”, disseram à Agência Efe fontes da Presidência, foram descobertos pelos membros da segurança do presidente, um grupo de ex-guerrilheiros que o protegem há mais de dez anos.
O presidente guatemalteco declarou que “pode haver um traidor” no Governo e que já detém “informações de onde pode vir” a espionagem. Porém, se recusou a dar detalhes a respeito, já que as pistas são “muito leves”.
Semanas atrás, Colom já havia denunciado que era alvo de escutas telefônicas por parte de pessoas interessadas em prejudicar sua Administração. À epoca, também afirmou que iniciaria uma profunda investigação sobre o caso.
Antes que Colom comparecer à imprensa nesta quinta-feira, unidades do Exército tomaram o controle do Palácio Nacional da Cultura, antiga casa de Governo e onde costumam ser realizados os atos oficiais.
Também foi ocupada a Casa Presidencial, que, assim como o outro prédio, foi isolada.