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Mundo

Presidente argentina considera lei de união gay "um marco"

Arquivo Geral

15/07/2010 14h53

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, comemorou nesta quinta-feira a aprovação em seu país da primeira lei da América Latina que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando o feito “um marco”.

“Acho que, sinceramente, (a medida) reflete um marco na ampliação dos direitos civis na República Argentina e representa bem toda a sociedade”, declarou Cristina durante um encontro com a imprensa no pavilhão argentino da Exposição Universal de Xangai 2010, que visitou hoje.

Argentina se tornou, hoje, o primeiro país latino-americano a legalizar o casamento homossexual. A seção do Senado que aprovou a nova lei durou mais de 14 horas.

“Se você viu que há 58 anos atrás… e eu tenho 57, mas há 58 eu não poderia ser votada para presidente, e hoje eu sou a presidente…”, argumentou a presidente em defesa da última ‘quebra de tabus’, cuja lei tinha a oposição da Igreja.

“Se você viu que há duas ou três décadas, ou quatro nos EUA, os casamentos interraciais eram proibidos, que eram vistos como um crime, e hoje o presidente dos EUA é um negro”, continuou.

“Acho que este é mais um passo importante na expansão dos direitos civis, e que, na minha opinião, representa bem a nossa sociedade”, explica. “Eu vejo nessa perspectiva. Acho que é a única perspectiva possível que se pode opinar sobre a expansão dos direitos civis e, especialmente, dos direitos das minorias”, concluiu.

Nesta mesma semana, Cristina já tinha dado seu apoio, em Pequim, ao direito dos homossexuais de casarem, e criticou as expressões que a Igreja Católica usou para opor à iniciativa aprovada pelos deputados e defendida pelo Governo argentino.

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