A maior usina nuclear da França e da Europa Ocidental paralisou suas atividades nesta segunda-feira (11) devido à “presença maciça” de águas-vivas nas estações de bombeamento de água que resfriam os reatores, indicou o grupo energético EDF.
A usina de Gravelines, no norte do país, possui seis reatores, quatro dos quais foram desligados automaticamente devido à presença de medusas. Os outros dois estavam fora de serviço devido a uma manutenção.
As paralisações das unidades 2, 3, 4 e 6 “não tiveram consequências na segurança das instalações, do pessoal ou no meio ambiente”, afirmou o grupo EDF em seu site.
Segundo a empresa, as três primeiras foram interrompidas entre as 23h00 (18h em Brasília) e a meia-noite de domingo, “de acordo com os dispositivos de segurança e proteção do reator”, e a 6, às 6h20 desta segunda-feira.
“As equipes da central estão mobilizadas e atualmente realizam os diagnósticos e intervenções necessários para poder reiniciar as unidades de produção com total segurança”, acrescentou.
Segundo uma porta-voz do EDF, o relançamento das unidades afetadas está previsto para quinta-feira. “Não há risco de escassez” para a rede elétrica devido a este incidente, garantiu.
O grupo energético já enfrentou esta situação pouco comum “nos anos 90”, explicou a porta-voz.
Casos semelhantes ocorreram, especialmente nos anos 2010, nos Estados Unidos, Escócia, Suécia e Japão.
A proliferação desses animais marinhos deve-se a vários fatores, entre eles o aquecimento dos oceanos e a sobrepesca, que elimina alguns de seus predadores diretos como o atum.
Gravelines, a usina nuclear com maior potência da Europa Ocidental, conta com seis reatores de 900 MW e deve abrigar dois reatores EPR2, de 1.600 MW cada, a partir de 2040.
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