Os crimes virtuais, a Guerra do Ópio e o caso de um assassino em série no Japão são alguns dos temas dos 19 trabalhos candidatos aos prêmios britânicos de jornalismo político Orwell, anunciados nesta terça-feira em Londres.
Os prêmios, que serão anunciados em 23 de maio e que se dividem nas categorias de livros, jornalistas e blogs, perseguem, como gostam de repetir os organizadores, a máxima do escritor George Orwell de “fazer da escrita política uma arte”.
No que diz respeito aos livros, são candidatos Siddhartha Deb por “The Beautiful and the Damned: Life in the New India”, que aborda as enormes mudanças produzidas na sociedade indiana nos últimos anos e Misha Glenny por “Dark Market”, no qual o autor de “McMafia” mergulha nos crimes virtuais.
Toby Harnden é indicado por “Dead Men Risen”, a história de dois soldados galeses no Afeganistão e Richard Lloyd Parry por “People who eat darkness” uma ampla reportagem sobre o assassinato de uma jovem britânica em Tóquio, que o autor cobriu como correspondente na Ásia para o jornal “The Times”.
Além disso, Julia Lovell concorre ao prêmio por “The Opium War” e Gavin Knight por “Hood Rat”, com o qual mergulha na cultura dos grupos nômades de Manchester.
Os prêmios Orwell, entregues desde 1994, reconheceram no campo do jornalismo político três jornalistas do jornal “The Guardian”: Edward Docx, Amelia Gentleman e Paul Lewis.
Além disso, entre os candidatos estão Simon Kuper, do “Finanical Times”, Daniel Finkelstein, do “The Times” e David James Smith do “Sunday Times”.
Sete blogs – uma categoria criada em 2009 – foram indicados, seis deles são independentes, produzidos sem vinculação com nenhuma publicação.