Durante a apresentação de seu plano de Governo aos deputados, na semana passada, Pierre-Louis falou por mais de uma hora sobre as prioridades de seu Governo.
“É importante começar a trabalhar (…) Não podemos aceitar que mais de 52% da população viva com menos de US$ 1 por dia (…) todos devem ter as mesmas oportunidades”, afirmou.
A inflação no Haiti foi de 8% em 2007, e este ano já chegou a 16%, enquanto o déficit do orçamento é de mais de US$ 31 milhões, explicou a economista.
Pierre-Louis prometeu que seu Governo tomará medidas para fortalecer a economia, como a reforma de leis, a colaboração com o setor privado e uma melhor administração da ajuda externa.
Além disso, insistiu na reestruturação do setor agrícola para produzir mais alimentos, e prometeu continuar com a política de implementar novas infra-estruturas, particularmente estradas, para assegurar a distribuição dos produtos.
No âmbito energético, ressaltou a necessidade de buscar novas fontes de energia para diminuir a fatura petrolífera.
Pierre-Louis também comentou sobre o turismo, que poderia ajudar a melhorar a economia do país.
A economista prometeu medidas para reformar o sistema educacional e o de saúde, com o objetivo de transformá-los “num motor de desenvolvimento no Haiti”.
Além disso, se referiu ao meio ambiente, um dos temas que terão prioridade em seu Governo e que é crucial para este país, onde o furacão “Hanna” deixou 136 mortos, segundo um balanço provisório.
Pierre-Louis disse que é preciso adotar medidas com urgência para atender as vítimas das tempestades que castigaram recentemente o país, facilitar a reabertura das escolas e realizar eleições parciais para completar o Senado.
O Senado aprovou hoje, com dezesseis votos a favor e uma abstenção, o plano de Governo apresentado por Pierre-Louis, que em 30 de agosto tinha recebido o sinal verde da Câmara dos Deputados.
O Haiti permanecia sem um Governo totalmente efetivo desde meados de abril, quando foi destituído pelo Parlamento o anterior primeiro-ministro, Jacques Edouar Alexis.
A queda do Executivo aconteceu em meio a uma crise gerada por uma série de violentos protestos contra a inflação que culminou coma morte de seis pessoas.
O presidente haitiano, René Préval, já tinha proposto o nome de dois candidatos a primeiro-ministro, Eric Pierre e Robert Manuel, mas ambos foram rechaçados no processo de ratificação parlamentar.