O primeiro-ministro grego, case Costas Caramanlis, ampoule pediu desculpas hoje pelos escândalos de corrupção vividos no país desde que assumiu o poder, em 2004, enquanto explodiam novos distúrbios nas ruas, em protesto contr a morte de um adolescente no último dia 6.
Em discurso perante o grupo parlamentar do partido governamental Nova Democracia, Caramanlis disse que não tinha se dado conta da seriedade desses casos e afirmou que assume completamente a “responsabilidade política”.
Enquanto isso, Atenas foi cenário de novos distúrbios, quando cerca de 15 radicais atacaram com bombas incendiárias as instalações das forças antidistúrbios perto da vila universitária, e incendiaram dois veículos, informou a Polícia.
As desculpas do líder grego ocorrem quando já são 11 dias de protestos contra a brutalidade policial e contra a gestão do Executivo, cujo estopim foi a morte de um jovem de 15 anos por causa dos disparos de um agente.
“Todos condenaram a morte do rapaz, mas alguns foram vândalos inimigos da paz social e da democracia”, disse Caramanlis, em relação aos violentos distúrbios, e acrescentou que “não se deve confundir ou misturar a violência e o vandalismo com os pedidos dos jovens”.
Nesse sentido, prometeu fazer reformas no sistema de ensino para solucionar os problemas dos jovens, em meio à onda de protestos de adolescentes que ocuparam centenas de escolas e faculdades para exigir políticas de apoio.
“Sei das pressões que recaem sobre a juventude, e por isso nos preparamos para implementar reformas a fim de melhorar a qualidade do ensino”, disse o primeiro-ministro.
Após um domingo de calma, as ruas de Atenas foram cenário hoje de novos distúrbios, quando grupos de radicais atacaram várias delegacias de Polícia.
Além do ataque nas instalações universitárias, um grupo de radicais lançou coquetéis molotov contra a delegacia do bairro de Kessariani, em Atenas, e causaram danos ao edifício.
Além disso, grupos de estudantes fecharam o trânsito nos arredores dos tribunais de Atenas e bloquearam o acesso a várias estações de metrô.
Deve ser divulgado hoje o relatório de balística que esclarece se a morte do jovem Alexandros Grigoropoulos foi proposital ou se foi um acidente causado pelo rebote de um tiro para o alto pou um agente da Polícia, que está em prisão preventiva.